Mas não vou me repetir... não quero dizer de novo o que já cansei de dizer.
Ando cansada de ser óbvia...
Quer ler meu posicionamento frente a essa ação? volte no tempo. Leia o que escrevi aí pra trás.
Continuo acreditando cegamente em tudo o que escrevi.
Continuo achando que um relacionamento só é bom se for pautado em extremo respeito. Uma pequena dúvida e o buraco estará feito... daí, até o fim é só uma questão de tempo e de sofrimento... muito sofrimento.
Amor é decisão... paixão e tesão não...
Vai ver que é por isso que dá pra viver tranquilamente depois de se desfazer um amor...
Mas quando se desfaz uma paixão ou se é obrigado a suprimir o tesão as coisas sejam mais difíceis...
Anos de terapia, reflexão e oração me dão a certeza de que estou no caminho certo.
E você?
- PARA QUÊ SERVE UMA RELAÇÃO?
- Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
- Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
- Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943.Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.
Nenhum comentário:
Postar um comentário