Uma coisa aprendi e reafirmo: Seja lá o que você fizer, nunca será o bastante.
Essa máxima me tirou o mínimo do que me restava de esperança numa solução humana para o problema com o João Guilherme.
Claro que sempre vão haver pessoas que saberão reconhecer seu esforço, mas a grandessíssima maioria vai te apontar os dedos exigindo de você aquilo que elas jamais fariam.
O médico, o maldito médico de hoje...
Não bastasse meu Docinho triste me quebrando o coração, ainda tenho que acordar 5 horas para ouvir que eu tenho que por limites para meu filho mais velho.
Oras, não me darei ao trabalho que escrever uma mísera linha sobre isso. Me defender nesse momento é assumir um instante de culpa. Não tenho culpa e ponto final.
Dei de mim o melhor. Sei disso.
Mas me irrito profundamente que alguém totalmente alheio a minha realidade ouse me dizer como fazer. Preciso me cuidar? Preciso estabelecer regras, preciso fazê-las cumprir. Argumentos? Lógico que os tenho. Adiantaram? Lógico que não
Que argumento seria aceito se o homem carrega o título de doutor? Ele sabe tudo, eu não sei nada.
Terminei a consulta no momento que ele disse que eu preciso chamar a polícia para colocar medo no menino. Sim a consulta acabou pra mim nesse exato momento. Deus... preciso de sua força... só lembro de ter pedido isso enquanto aquele ser supremo vomitava em mim um pouco mais de sua genialidade...
Resumindo:
Refez a receita com um outro medicamento e aceitou o fato de que ainda não encontrou a solução química para meu problema. Talvez seja esse novo remédio que nos dará algum alívio.
Mês que vem estaremos lá novamente. Mas dessa próxima vez não estarei despreparada. Certamente não estarei.
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