Real Time Web Analytics

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vou ser vó, e isso não é o pior. Aliás, o pior de tudo é ter que aguentar o João Guilherme.
Nunca imaginei que ele fosse capaz de tanta maldade. Não valho nada para o meu filho. Ao menos é isso que consigo enxergar hoje.
Fiz aniversário sábado. Ele tinha me dito que ia preparar um churrasco para mim. Mas na sexta-feira, eu cansada e deitada na minha cama com meus planos de tomar um lanche com o Fê e o Pedro já traçados, me chega o João Guilherme com novos e decisivos planos. Vou fazer o churrasco hoje. A Valéria vai dormir aqui e ponto. Claro que não foi assim tão direto e enfático, mas num primeiro momento ele nunca é assim tão cruel. Ele passa da doce criatura ao monstro terrível num piscar de olhos.
Como aceitei logo na 3 fala dele (aceito porque não aguento debater depois de uma semana inteira de trabalho) as coisas ficaram razoavelmente bem. 
Ganhei café da manhã... é bonitinho de ver o Fê entrando na onda de fazer um agrado para a mãe. O Fê é muito desligado. A esposa dele vai sofrer como os esquecimentos dele. 
Mas de tarde o João Guilherme já tinha traçado seu plano. Ia pescar e a Valéria ia junto. Dormiriam num sítio que ele disse ser de alguém conhecido. Sabe quando as palavras do outro vão se perdendo no vazio? Assim estão as palavras do meu filho mais velho. Elas se perdem no meu cérebro... É como se não fossem ditas... Ele mente e eu desenvolvi um antídoto para me proteger. Sim, estou buscando formas de sobreviver aos picos de pressão alta que estão me atacando a princípio sem causa aparente.
Fiz os exames, aguardo os resultados e deixo tudo nas mão de Deus. Não teria força para suportar sozinha o que tenho suportado.
Mas o que me deixou no estado de espírito que me encontro nesse momento é o fato de que o João Guilherme não se preocupa com a menina, nem com o bebê. Nem comigo e muito menos com ele. Ontem, depois de passar o fim de semana inteiro grudado na namorada, ao chegar em casa e não conseguir ligar para ela, ele se mandou para a casa dela numa chuva torrencial. Era 22:00 hs.
As 23:30 a mâe da desmiolada ligou dizendo que os dois estavam na área da casa, e a menina  mal sentada tomando todo o ar de chuva. 
Depois de 5 minutos de ouvir mais do mesmo, orientei que ela fosse dormir e fim.
Ele me mandou algumas mensagens, não por pensar em mim ou por estar arrependido do que fez. Seu plano era se fazer de vítima. Meus olhos também não leem mais as palavras perdidas no escuro. 
Ao chegar em casa, hoje cedo minha tese se confirmou. Meu filho  realmente é o que penso dele. Isso me dá uma tristeza que não tem tamanho.
Me xingou tanto, me mandou calar a boca, me ofendeu tanto que estou farta dele. Farta a ponto de da-lhe uns bons safanões, mas não me atrevo porque sei que ele me agridiria fisicamente e isso meu corpo não iria suportar, meu coração não iria suportar. Esse menino, com esse perfil será pai. Ao escrever essa última frase, meu coraçãodeu um pulo mais forte. Uma angústia inimaginável toma conta de mim. Em Deus eu procuro o socorro. Sozinha não posso...

Será que é esse meu neto-leitor? 
Farei o que posso e Deus fará muito mais ainda para que o Arthur possa crescer saudável. 

Parece trágico, mas é real.
Minha ajudante, depois do que presenciou hoje diagnosticou meu filho como um psicopata. Não é pra tanto. Eu espero que não seja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário