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domingo, 9 de julho de 2017

Faço visita de médico para meu filho. Estou sendo privada da convivência familiar porque meu menino-problema resolveu ser submisso à sua "esposa". Sei que nada disso é verdade. A dura realidade é que meu filho mais velho me colocou na geladeira.
18 anos... eu não preciso mais de você. Durma com um barulho desses...
Não se culpe...
Não se pergunte onde errou...
Sente e observe a destruição de um pedaço de você.
Finja estar bem.
Finja que seu problema é outro.
Ignore a face rasgada às unhas.
Acredite que você fez o que pôde.
Acredite na sua completa isenção...
Como se de alguma forma, isso fosse possível. Jamais será...
Me apegar nesses pensamentos me faz mais lúcida. Vejo onde se encontram meus verdadeiros problemas.
Ao menos por alguns instantes vejo a força voltar.
Estou zerada no meu amor próprio.
Onde vou me apegar para voltar a me ver de forma apaixonada? Me sinto, porque sou, um fracasso...
Sou um zumbi que se alimenta de restos de sentimentos... me apego ao desprezo e com ele faço amor... ele comigo faz sexo.
Eis o círculo vicioso onde me encontro.
Muda o cenário,  muda o antagonista,  mas a história é cansativamente a mesma...
Cansei...

Meu único motivo de viver atende pelo nome de Pedro Eduardo. Não posso desistir sem antes que meu docinho consiga se virar na vida sem mim...
Então, sorriso enganador na face... vida no automático... remédios, verduras, exercícios,  água... vou sobrevivendo.
Nesse momento sou apenas sombra...
Quem sabe isso passe... estou perdida e vazia.



Claro que tem mais um super motivador dos sentimentos atuais... mas por acordo firmado me restrinjo ao silêncio por hora.   Sou fiel a minha palavra dada. Não abrirei minha boca... ainda que sensatamente eu saiba que isso nada muda...
Pode se passar 20, 30 anos e as pessoas tem a indelicadeza de serem as mesmas...
Logo comigo, que sou ser mutante, sempre em busca do aperfeiçoamento?
Trevas que vêm com a lucidez querem me engolir. Logo agora que estou precisando de um lugar seguro...
Tenho chorado baixinho...
Quem sabe eu esteja enganada...
Sempre quero estar errada... quase nunca estou...

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