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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amanhã os filhos voltam... 
Já estou sentindo a alegria da casa cheia e do barulho constante.
É certo que amanhã o Gui vai ficar quietinho... chorar até.
Mas estará aqui e vamos ter muito tempo para conversar.
Sei que todas as angústias vão ficar pequenas. 
Domingo é aniversário do Pedroca. Vamos fazer uma pequena festa... 
Crianças brincando, mais barulho ainda e o Gui com a namoradinha, voltando a sorrir.
Antevejo as coisas felizes...
Já fico feliz!

Outra alegria para o feriado de carnaval são as coisas da escola.
Trouxe meus livros para encapar. Os meus e os do professor Hélio, um grande amigo... quase um pai. 
Além disso tenho a caixa de livros para decorar. Comprei os materiais e vou postá-la quando pronta.
Meus alunos merecem uma caixa de livros que condiga com a maravilha das leituras que vão encontrar nela. Estou também feliz por poder estar com eles. Os alunos e os livros.
Amo minha profissão.

Estou bem, apesar de não estar bem.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Não concordo com a última frase. Não me parece um prazer saber que estão tentando me enganar. Pelo contrário é muito triste quando isso ocorre. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Mãe, com o perdão da palavra, você está fazendo papel de tonga."

Essa frase cria uma força superior por ser dita por um adolescente que até pouco tempo era totalmente dependente de mim. Não que tudo o que veio junto com essa bofetada moral seja algo novo pra mim. Mas ditas por um garotinho de 14 anos foi um soco mortal na barriga e no nariz.
Oras, mesmo que eu tente mascarar a realidade e transforme-a ao menos na minha caverna platônica, meu filho me cospe a verdade, tal como o ensinei a fazer sempre.
Hoje me parece difícil, mas claro que não é nada difícil. Pelo contrário, a verdade se desdobra inegável e inquestionável. Nada mais precisa ser dito. Infelizmente.
João Guilherme, o primeiro homem que me ama de verdade, tal como eu preciso...
Tomei a bofetada, mas me sinto infinitamente feliz.


O dia foi cansativo, mas nada se compara ao fim dele... 

Apaguei tudo o que escrevi, motivo:
 Têm coisas que nem precisam ser ditas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A vó Gilda foi embora...
Me lembro da surra única e merecida que me deu...
Me lembro do bengaleiro ainda quebrado, colado...
25 anos depois...
Me lembro da última vez que a vi...
Tenho as fotos que me deu nesse dia...
Tenho claro as tantas vezes que me contou historinhas de um livro lindo...
E sua bíblia de capa branca que tantas vezes eu li de joelhos ao pé de sua cama...
Do dia em que estava se preparando para a morte de seu marido...
Pena não ter podido dizer-lhe adeus...
Pena terem me afastado...
Pena não poder ser criança na casa da vó...
Pena que não foi ela que me salvou...
Sempre senti falta de seu colo protetor nas noites escuras...
De dormir no cobertor enrolado no meio dos meus avós...
Hoje sinto uma saudade forte dos tempos de criança...
Minha velha vó se foi...
Minha vó da infância feliz esta aqui, mais viva do que nunca!




Acabaram-se as férias, voltamos a triste rotina de reiniciar depois de um  tempo gostoso de descansar.
É uma pena que estando no tempo de descansar eu o tenha gastado com pensamentos e sofrimentos que me tiraram uma boa quantia daquilo que projetei para fazer no tempo de descansar. 
E o que foi mesmo que planejei?
Quais foram os sonhos que me permiti sonhar para esse período? Ou ainda para outros períodos da minha vida?
Quando mesmo, consigo fazer as coisas por mim mesma?
Quando mesmo, me permito ser eu mesma?
Nunca,
Eu nunca sou eu mesma... 
Que raios de ser sou eu?
Que raios de pessoa me tornei?
E ainda,
Que serei eu logo amanhã?
Olho para os lados e o que percebo é tudo baseado na minha visão parcial das coisas.
Quisera eu pudesse ter uma visão geral de ao menos uma das minhas grandes batalhas.
Quem dera um único oponente se fizesse transparente a ponto de eu ter a certeza tranquila de não fazer pré-julgamento.
Meus pré-julgamentos me doem na alma.
Me sinto cansada.
Me sinto triste.
Me sinto pequena.



Uma coisa boa de estar em reunião pedagógica é que me sinto forte, meus colegas estão vendo as coisas assim como elas são... e portanto não preciso me manifestar muitas vezes. Posso ter a tranquilidade de que não sou a única, de que nem tudo está perdido.
Sei que essa é uma situação momentânea, que logo o corre-corre do ano letivo lhes suga as forças, os sapatos lhes acomodam aos pés e a rotina de isolamento se instaura em minha volta novamente.
Ficamos uma meia duzia (quando não menos) de almas penando nesse mar salgado e violento...
Minha sorte é que sei nadar. Cachorrinho ou parafuso, mas ao menos me mantenho viva... engolindo uma água aqui e outra alí, mas viva... meio como água-viva...
Saco, hoje estou uma pessimista insuportável... até quando me proponho fazer comentário positivo, me deparo com a amargura dos pensamentos de pré-julgamento.
Vou parar tudo, escovar os dentes e pedir para Deus a força para crer que tudo está sob controle Dele.
O trabalho me chama!


P.S. aos eventuais leitores briguentos que ficam me cobrando textos diários...
Não escrevi exatamente pelo mesmo motivo que te impede de me ler em alguns dias...
A vida é assim... tem horas que a gente tira pra ser feliz. E é!
Tem horas em que a gente pensa que está feliz e não está...
E a vida vai se costurando em momentos de alegrias e tristezas...
E eu aqui, sem saber se estou feliz ou triste...
E você aí, tentando encontrar em mim respostas...
E eu aqui, dando risada de tudo isso (tá certo, as vezes chorando)...
E você  aí sem saber de nada... ou sabendo bem mais que eu...
E é essa minha leitura parcial, visão cruel do ignorante que me deixa nesse estado de agitação que deixou esse texto tão salgado quanto o mar...