Acabaram-se as férias, voltamos a triste rotina de reiniciar depois de um tempo gostoso de descansar.
É uma pena que estando no tempo de descansar eu o tenha gastado com pensamentos e sofrimentos que me tiraram uma boa quantia daquilo que projetei para fazer no tempo de descansar.
E o que foi mesmo que planejei?
Quais foram os sonhos que me permiti sonhar para esse período? Ou ainda para outros períodos da minha vida?
Quando mesmo, consigo fazer as coisas por mim mesma?
Quando mesmo, me permito ser eu mesma?
Nunca,
Eu nunca sou eu mesma...
Que raios de ser sou eu?
Que raios de pessoa me tornei?
E ainda,
Que serei eu logo amanhã?
Olho para os lados e o que percebo é tudo baseado na minha visão parcial das coisas.
Quisera eu pudesse ter uma visão geral de ao menos uma das minhas grandes batalhas.
Quem dera um único oponente se fizesse transparente a ponto de eu ter a certeza tranquila de não fazer pré-julgamento.
Meus pré-julgamentos me doem na alma.
Me sinto cansada.
Me sinto triste.
Me sinto pequena.
Uma coisa boa de estar em reunião pedagógica é que me sinto forte, meus colegas estão vendo as coisas assim como elas são... e portanto não preciso me manifestar muitas vezes. Posso ter a tranquilidade de que não sou a única, de que nem tudo está perdido.
Sei que essa é uma situação momentânea, que logo o corre-corre do ano letivo lhes suga as forças, os sapatos lhes acomodam aos pés e a rotina de isolamento se instaura em minha volta novamente.
Ficamos uma meia duzia (quando não menos) de almas penando nesse mar salgado e violento...
Minha sorte é que sei nadar. Cachorrinho ou parafuso, mas ao menos me mantenho viva... engolindo uma água aqui e outra alí, mas viva... meio como água-viva...
Saco, hoje estou uma pessimista insuportável... até quando me proponho fazer comentário positivo, me deparo com a amargura dos pensamentos de pré-julgamento.
Vou parar tudo, escovar os dentes e pedir para Deus a força para crer que tudo está sob controle Dele.
O trabalho me chama!
P.S. aos eventuais leitores briguentos que ficam me cobrando textos diários...
Não escrevi exatamente pelo mesmo motivo que te impede de me ler em alguns dias...
A vida é assim... tem horas que a gente tira pra ser feliz. E é!
Tem horas em que a gente pensa que está feliz e não está...
E a vida vai se costurando em momentos de alegrias e tristezas...
E eu aqui, sem saber se estou feliz ou triste...
E você aí, tentando encontrar em mim respostas...
E eu aqui, dando risada de tudo isso (tá certo, as vezes chorando)...
E você aí sem saber de nada... ou sabendo bem mais que eu...
E é essa minha leitura parcial, visão cruel do ignorante que me deixa nesse estado de agitação que deixou esse texto tão salgado quanto o mar...