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domingo, 10 de março de 2013

Era 11 de maio de 1993, posso precisar a hora: 20:33hs.
O que ouvi ao telefone ecoa em mim até hoje. 20 anos se passaram, talvez mais 20 sejam necessários para que eu consiga esquecer ou entender e aceitar a noite horrorosa que passei nessa terça-feira macabra. 
Mas não é sobre isso que quero falar. Meu foco é a estratégia que criei 2 segundos após ter desligado o telefone sem ter dito mais do que alô.
Falar do que me acontecera a alguém? Quem? Não, não há ninguém que entenda isso, seria uma exposição desnecessária, visto que a situação era irreversível. Ninguém conhecia a Marion e suas maldades melhor do que eu. Tudo já estava decidido pra ela, logo para mim também.
Ao subir as escadas que me levavam ao 3 andar do dormitório feminino, onde se encontrava o meu quarto, tive uns dois minutos para recompor a feição amarelo diarreia que se apresentava em meu rosto. Respirei fundo e abri. a porta  As lágrimas que ficaram no canto dos olhos foram imperceptíveis para minha colega de quarto que apenas perguntou se era algum problema e eu respondi: "Não, minha mãe só queria saber se cheguei bem." 
A decisão já tinha sido tomada e eu não abriria mão dela por nada. Viveria no IC os últimos dias da minha vida sem que nada pudesse transparecer. Continuei sendo exatamente igual, namorando igual, estudando igual, me alimentando igual.
Nessa época namorava um menino chamado Willian, ele era legal comigo e eu estava aproveitando para ser feliz o restinho de tempo que me cabia. Foi assim até que nos despedimos na rodoviária para as férias de julho. Quando entrei no ônibus e nenhuma pessoa conhecida podia me ver, chorei. Chorei de Castro a Curitiba sem parar. Um choro quieto, lágrimas doídas. Rumo a um destino absolutamente incerto. 
Os detalhes da despedida das amigas, da escola e do Willian também tenho guardados aqui. Sofri quietinha. Ninguém soube de nada. Só eu...
Essa tinha sido minha estratégia. Segui meu objetivo rigorosamente a risca porque é pra isso que servem as estratégias. Para serem pensadas e seguidas criteriosamente a risca. 
Se eu tivesse mudado os planos e me feito de coitadinha, talvez as coisas tivessem tomado outro rumo, mas não era outro rumo, era esse. Tinha que ser esse.
Foi assim que aprendi o APER (Amanhã os problemas estarão resolvidos).
Isso facilitou muito as coisas para mim. Não falar da dor me parecia não existir dor. Assim armazenei a força para as batalhas posteriores. Foram muitas as batalhas posteriores.
A única coisa que não saiu como eu planejei, foi meu desempenho escolar.
A Rita me chamou em sua sala, logo que voltamos das férias, para me perguntar porque minhas notas tinham baixado. Não eram vermelhas, mas eram aquém do meu potencial, segundo ela. Ainda aí menti, colocando a culpa no meu namorico com o Willian. A essas alturas Wilian já era página virada Eu já tinha sofrido a separação. Estar com ele novamente não significava mais nada pra mim. Nosso namoro durou mais algumas semanas e se perdeu. Não teve um ponto final... ficou uma reticência.. como quase tudo na minha vida.


Djavan - encantador
Não estabeleça nenhuma relação do texto com a música, pois não há. 
Escolhi apenas porque adoro Djavan e essa música é uma das minhas preferidas



"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!"





O plano era simplista, mas ainda assim bom. Tudo estava perfeito O estudo do inimigo, o estudo das ações, os objetivos. A única coisa que fugiu do controle foi o exército. Seu exército não cumpriu a risca suas determinações. No livro Arte da Guerra o autor é taxativo quanto ao soldado desobediente. Eu não penso assim... Eu encontro algo bom na sua má atuação. Eu encontro a mão de Deus. E eu fico feliz porque Ele cuida de tudo, inclusive do soldado desobediente. Devo confessar que seu soldado é infinitamente mais aceitável do que seu líder fariseu.  
Bosta, a raiva está passando... 
Mas eu tenho memória de elefante... essa é uma história que também vai demorar uns bons anos para ser fagocitada.

sábado, 9 de março de 2013





As aventuras de Pi - Filme maravilhoso



"Acreditar em tudo ao mesmo tempo é a mesma coisa que não acreditar em nada"

"Palavras são tudo que restou pra eu me apegar. Tudo misturado, fragmentado. Não sei mais distinguir pensamentos e sonhos de realidade''. 


"Até quando Deus parecia ter me abandonado, Ele estava me vigiando. Mesmo quando Ele parecia indiferente ao meu sofrimento, estava vigiando. E quando eu perdi toda a esperança de ser salvo, Ele me deu descanso, me deu um sinal para eu continuar a jornada".



"Em algum lugar dois olhos estavam felizes por eu estar lá. Eu tinha certeza que Richard Parker olharia pra mim, que de alguma forma sinalizaria o fim do nosso relacionamento. Mas ele não o fez. Ele desapareceu para sempre da minha vida. Eu chorei como uma criança, não por estar aliviado por ter sobrevivido, embora estivesse. Eu chorei porque Richard Parker me deixou sem nenhuma cerimônia. Partiu meu coração. Todos estavam certos, Richard Parker nunca me viu como amigo. Depois de tudo que passamos juntos ele nem olhou pra trás, mas eu acredito que havia mais nos olhos dele do que apenas o meu reflexo me olhando de volta. Eu sei disso, eu senti, mesmo que não possa provar. Olha, eu deixei tantas coisas pra trás... Suponho que no fim a vida seja um processo de abrir mão, mas o que sempre me doeu mais foi não ter um momento pra dizer adeus. Eu nunca pude agradecer a minha mãe por tudo que eu aprendi com ela, dizer a ela que sem suas lições eu nunca teria sobrevivido. Eu devia ter tido a Richard Parker, acabou! Nós sobrevivemos! Obrigado por salvar a minha vida, eu te amo. Você sempre vai está comigo e Deus com você"...



Essa frases são do filme. 
Adorei... vou ler o livro... 
Já vou ligar pra Vilmara me emprestar.
Se o filme é lindo, imagino a maravilha ainda maior que será a leitura.





Começo a achar que se fôssemos mesmo canibais eu seria devorada. Está me parecendo que há mais do que ódio nisso, talvez uma admiração? uma inveja?
O que me penaliza ainda mais, porque poderíamos ter unido  forças e sido felizes.
Mas você optou por me atacar... mesmo eu cuidando do indiozinho da sua tribo.

Não vai falar de ESTRATÉGIA?
Vou, calma, vou sim
Não falar faz parte da minha estratégia... 


Nossa, estou muito besta hoje.
Estou feliz, vai ver que é isso!



sexta-feira, 8 de março de 2013

Vou falar de Estratégia, mas hoje me deu uma preguiça.
 Então uma imagem... Que dizem  valer mais que mil palavras... Eu não concordo... 

O assunto de hoje é ESTRATÉGIA.
Não agora, depois da cansativa tarde calorenta de sexta.
Sexta-feira é cruel... 10 aulas...
Volto mais tarde... 

quinta-feira, 7 de março de 2013


É o que temos para essa tarde de chuva...

Acho que tem gente me confundindo com a Madre Teresa de Calcutá. Sim, só pode ser isso.
Será que tenho cara de boazinha criatura que se comove com histórias contadas?
Oras,  me comovo sim com histórias reais, de pessoas reais. Mas não é qualquer história que se encaixa nisso e também não é sempre que deixo claro em que estou acreditando.
Têm vezes que é mais fácil fazer que acredito.
Gosto desse joguinho de me fazer de idiota vez ou outra.
Durante um tempo, minha distração era participar de debates com ateus que me viam como uma idiota. Tinha um que me xingava até. Diferente do que se espera, eu não me sentia ofendida por isso. Tirando suas grosserias, aprendi muito de argumentação, debatendo com ele. Não mudei um centímetro das minhas convicções, mas entendi muito sobre física, ou outras ciências.
Me fiz, e era, de certa forma, idiota mesmo e isso me deu uma certa vantagem.
Mas nesse momento, sobre essa história, eu cansei desse papel. 
Prefiro as coisas reais e certas, sem nenhum tipo de obscuridade. 

Recebi um email me pedindo mais clareza nas histórias, devo contar logo o que me afligiu durante as férias, período que me propuz ser feliz e no entanto não fui. Fico fazendo mistério porque estou com medo. 

Meu querido amigo-leitor, não é nada disso. Nem fico fazendo mistério, nem estou com medo de alguma coisa. Estou esperando para relatar porque sou impulsiva. Sou presa da geração Y. Quero as coisas pra já e do meu jeito, sou egoísta e se eu não tomar cuidado com minha personalidade, vou acabar fazendo coisas que me causem arrependimento. 
Não que arrependimento seja algo ruim, talvez não seja. Mas eu não gosto do crescimento que vem do arrependimento. Me dá uma sensação de burrice, de não ter pensado antes de agir.
Experiência própria: sempre que agi sem pensar, me dei mal.
Não que tendo pensado ganhei sempre, mas a consciência estava tranquila e então isso era um ganho.
É esse o motivo, apenas esse: Estou esperando que as emoções ardentes virem cinza... Então poderei falar sem me queimar com elas. E isso logo vai acontecer... elas já estão em brasa fraquinha. 
Enquanto isso, não brigue comigo, vamos falando de outras coisas, menos complicadas.


O Pedro está sob minha observação. Dei-lhe o remedinho para febre ontem e pela manhã, como minha garganta também está dando sinal, o tempo anda chuvoso e ontem ele foi tomar sorvete como João, imagino que não seja nada sério. Espero mesmo que não precise levá-lo ao médico... 

Tirar a tarde para ler. Vou à biblioteca. Antes a chuva precisa passar. 


quarta-feira, 6 de março de 2013