Aparência... eis uma palavra fdp.
Enquanto o mundo se preocupar com o que os outros estão pensando, a aparência vai determinar muito mais do que o amor, muito mais do que a verdade, muito mais do que a felicidade, muito mais que a paz.
E por quê?
Porque o que os outros pensam é mais importante do que o que eu penso, embora eu saiba que o que eles pensam não muda nada na minha vida e que o que eles pensam agora, cai por terra, se caso eles estejam na minha situação.
As pessoas julgam facilmente e encontram soluções para os problemas alheios, mas quando o problema muda de lado, eles também mudam os conceitos. E é uma bola infindável de opiniões e razões que antes nos nublam as ideias, tirando pouca razão que temos.
Dar ouvidos as opiniões dos outros é aceitar a infelicidade que eles nos impõem.
Falo isso, porque tenho uma grande amiga que me deu uma lição de moral muito dura, agora pouco. Precisei tomar uma banho muito quente para acalmar meu coração.
Falo isso, porque estou numa situação complicada. Quem dera as aparências fossem jogadas no lixo e todos os homens pudessem viver livres.
Falo isso, porque vejo mais do que devia das coisas que nem me dizem respeito, mas que convivem comigo sem me pedir licença.
Não é amargura que me motiva essa reflexão. Não estou amarga, pelo contrário, estou recarregada de amor. Estou cheia da esperança de que agora vou me tornar uma pessoa melhor e que vou fazer um amor como no texto do Arthur da Távola, que postei alguns dias atrás.
Afinal, enquanto as pessoas se preocupam com suas aparências eu me preocupo com o que realmente sou e no que quero me tornar e vou me construindo e reconstruindo sem medo de nada porque no fundo Nietzsche tinha razão:
"Tudo o que não me mata me fortalece."
E Deus tinha ainda mais razão quando inspirou Paulo a escrever I Co. 13.
A partir de hoje vou trabalhar meu temperamento porque quero ser mais amor do que razão.
A tarefa será tão difícil quanto vocês abolirem essa vida de aparência que os torna tão vazios.
Neto-leitor, estou com saudade de você. Prometo lhe dedicar alguma reflexão em breve. Estou tão atribulada nesses dias que me perdi da essência desse blog. Logo tudo isso passa e voltamos ao normal. Quero te contar sobre seu pai e seus tios. Quero te contar o quanto me sinto amada pelo Pedro e o quanto ele trouxe amor infinito para minha vida. Do quanto ser mãe do Fernando, o inteligente da família, é gratificante e o quanto tenho aprendido de paciência e amor incondicional com meu doce-azedo Gui.
Você precisa entender que essa velhinha que as vezes te olha em silêncio aprendeu a ser essa tranquilidade que transmite, numa tarefa árdua de construção e reconstrução.
A sabedoria é o resultado final do viver, infelizmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário