Real Time Web Analytics

terça-feira, 5 de março de 2013

Cheguei angustiada do trabalho. As histórias dos alunos me comovem, mas a de hoje, contada da forma que foi, me deu um nó na garganta. Fiquei com ela a tarde toda e não consigo tirar da memória o rostinho do garoto que me olhava com seus olhinhos pedindo minha atenção. Ele terá muito mais que isso. Seremos amigos pra sempre. Se ele quiser, serei sua mãezinha postiça. 
Sua mãe mandou que fossem ele e seu irmãozinho tomar café na casa do tio e foi embora. Nunca mais voltou. Eram muito pequenos, mas o garoto me contou como se sentiu depois do abandono. Eu fico com uma raiva de mulheres que fazem isso com seus filhos. Não entendo tanta crueldade. Talvez ela tenha seus motivos. Eu não aceito nenhum deles. Filhos são exclusividade. Nada, absolutamente nada os substitui.
Ninguém é mais importante que os filhos. 

Quando vejo criança sofrendo, entendo que não tenho o direito de lamentar por meus pseudo-sofrimentos. 
Me sinto injusta, egoísta, desumana até... 
Tenho muito mais motivos para agradecer do que para chorar...

Outra tristeza na escola é que um aluno nosso que foi passar o fim de semana na praia  se afogou. Está internado em estado gravíssimo lá em Paranaguá. Tão jovem... precisando de milagre...

Os milagres são tão raros... 




Nenhum comentário:

Postar um comentário