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domingo, 23 de junho de 2013

O fim de semana foi bem tranquilo, apesar do Pedro ainda estar muito ruim. 
Choveu muito e o frio castiga os pequenos.
Eu sabia que ir para a escola traria esse tipo de problema, mas vivê-lo é muito ruim.
Espero que ele melhore para poder tomar a vacina essa semana.
Falando em semana, essas próximas duas serão cruéis. Vai ver que isso seja o motivo do meu mau humor inexplicável.
Fim de bimestre, fechamento de notas, correção de provas... tudo tão chato...
Quem dera só existissem aulas... só aulas... Tudo seria perfeito.
Trouxe tudo para preparar as avaliações, mas não fiz nada. A preguiça me consumiu. 
Assisti muitos filmes e dormi gostoso. Resolvi parcialmente o problema do remédio.
Realmente tenho que dar mão à palmatória: Minha ansiedade fica bastante controlada. 


Neto-leitor, quanto tempo. Estou tão sem inspiração nesses dias. Não que o passado tenha sumido, não sumiu, pelo contrário está sempre aqui se fazendo lembrar, mas não sei se estou menos sentida ou já não vejo sentido de falar. 


Essa semana uma amiga voltou ao trabalho depois de quase um mês de licença médica. Diagnótico: Depressão, claro é sempre isso que a gente tem. Mas não é disso que quero falar.
Quero falar que no primeiro dia da volta, ela teve uma conversa que ao meu ver vai realmente curar qualquer coisa que a adoeceu. Jogou na cara da outra pessoa tudo o que estava lhe fazendo mal. 
Enquanto ela me contava a discussão, pude observar o quanto ela já estava visivelmente melhor. Falei isso para ela e pensei no quanto eu queria fazer o mesmo com a marion quando eu tinha um casamento certinho. 
Não fiz  quando casada e agora não sinto mais vontade de fazer. Tenho medo que ela passe mal, já que é bastante doente. Não penso nela. É em mim que penso. Imagina se sou responsável pela morte dela? 
Não, eu não posso permitir que ela me prejudique ainda mais.
Deixo que sofra do seu próprio mal e não sinto nenhuma pena.
Talvez eu esteja errada... Falarei disso com a psicóloga.
Afinal de contas, se para a marion, jamais ousei falar o que pensava ou sentia, fiz exatamente o oposto com todas as outras pessoas. Ninguém me deixou com a garganta engasgada. Falei tudo o que eu queria. As vezes me arrependi por isso, mas na grande maioria das vezes me senti mais leve.
Sei que meu temperamento forte me torna uma mulher de extremos. Ou me admiram muito, ou me odeiam muito. Prefiro assim. Não gosto de oportunismo. E minha forma de ser evita que se aproximem de mim pessoas assim. 
E as poucas que fizeram, me machucaram muito, mas também saíram machucadas.
Na verdade eu tenho muito orgulho de ser quem eu sou.
Não sou perfeita, mas de tudo o que podia ter me tornado, ser uma mulher forte, mas de caráter e ombridade é muito bom.
Um dia aí, ouvi que eu devia ser menos intransigente, pois as pessoas se afastavam de mim. Ouvir isso foi triste, não pela constatação da realidade. Claro que as pessoas que querem me maipular logo vão se afastar irritadas, mas pelo fato de a própria pessoa me dar de bandeja a sua real intenção. 
Me magoei profundamente com isso, afinal por mais forte que tenha me tornado não consigo escolher as pessoas que gosto e vez ou outra me encanto por pessoas erradas.
Melhor parar, comecei a delirar... é o frio... estou com as mãos geladas... vou dormir.

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