Hoje na hora do intervalo da manhã o assunto na sala do café era as puladas de cerca masculinas.
Entre brincadeiras de senso comum e algumas opiniões engraçadas a conversa seguia animada até que levei uma patada totalmente inesperada. Não inesperada por ser absolutamente contrária a minha história atual, mas por vir de uma pessoa que a mim sempre pareceu tão mente aberta.
Tenho ainda soando em meus ouvidos:
"Você é tão promíscua quanto ele."
Assim, com essas palavras, exatamente essas...
Se referindo ao fato de eu ter tido um filho de um homem casado. Sobre essa história, nem quero falar, mas sobre a dor que senti por ter sido tão agredida preciso falar.
Não sou e nem pretendo ser santa em minha vida pessoal. Minha moral se resume em me fazer bem, não fazer mal a ninguém e se possível fazer bem aos outros, desde que receba o bem recíproco.
Os preconceitos e conceitos não me importam mais...
Deixo-os aos hipócritas...
Mas porque ela me agrediu assim tão de graça? Ou será que se ofendeu quando eu disse que não entendo que uma mulher continue com um homem que lhe trai. Poxa, minha opinião!!
Enquanto não sabia plenamente que fui traída, não me sentia traída, mas quando o fato se tornou real, como permanecer????? Me digam?? Permanecer casada com alguém que não me respeita? Ela nem é mais casada... Não, eu não a ofendi em momento algum... Sua agressão foi gratuita e por isso tão doída.
Fui dar aula angustiada...
Logo a colega bateu na minha sala me pedindo para conversar... fui e a vi realmente chateada por ter dito algo que não era o que de fato ela queria dizer. Me pediu perdão e me elogiou como mãe, mulher e profissional... Eu apenas disse... Sim, você me ofendeu. Você viu tudo o que eu passei, o quanto sofri...
Não pude dizer mais nada, as lágrimas me rolavam na face. Eram lágrimas de decepção.
Sim, perdoo e entendo a colega que se expressou mal... mas quando ainda estou trabalhando o meu perdão para comigo, é como se ela tirasse o curativo e com uma agulha cutucasse minha ferida que estava cicatrizando...
Pensei na primeira sessão de terapia, quando a Ana me disse que não deveria dar ouvido as opiniões alheias. Pensei no quanto sofri com a história do Rhory e por fim pensei nas últimas palavras que ouvi da marion... aquelas que ela me disse ao telefone.
Foi isso que me tornei?
Certamente que não...
Não quero passar a vida encontrando referências no passado para situações presentes...
Não quero me abalar com a opinião dos outros...
Também não quero mais sofrer...
A correria que se seguiu e o cansaço referente a primeira semana do horário de verão me tiraram do mau humor que me atingiu a partir do ocorrido... Quando voltei para casa a tarde já não pensei mais nisso. Fui ao salão e ao mercado, preparei o almoço dos meninos para amanhã, corrigi mais um pouco da monografia e concluo que o certo é esquecer o que pensam de mim...
Tenho tantas coisas para me ocupar...
Falando nisso preciso parar... amanhã cedo tenho ENEM e ainda preciso ter com meu bailarino chinês...
Nenhum comentário:
Postar um comentário