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quinta-feira, 27 de março de 2014

Quando eu era mais nova cansei de ouvir que depois dos 35 anos eu iria entender o que era a vida.
Hoje eu ouço que depois dos quarenta vou entender como é a vida e não sei bem porque já não estou acreditando nisso. Vai ver que é porque conheço gente de 50, 60 anos que  ainda não sabe viver.
Quanto a mim vou seguindo tentando não deixar de viver.
A fase é de boas coisas... 
Não as melhores do mundo, mas a que tenho agora...

Fui à biblioteca cidadã hoje buscar um livro que já li algum tempo atrás e do qual falei hoje na escola. Os alunos se interessaram... quem quiser vai poder ler... 


Antes que algum pseudoleitor me venha com calunias do tipo "leitura subversiva" quero deixar bem claro que esse é um livro fantasticamente sensível de uma escritora encantadora. Vale a pena ler.

O livro é considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana que conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices. 

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