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terça-feira, 3 de outubro de 2017

A partir de 2013, quando eu tive minha última crise séria de ansiedade deixei meu celular no silencioso e posso contar nos dedos as vezes que ouvi tocar meu celular, fiz isso porque me causava uma angustia tão grande não ouvir ele tocando, quando deveria tocar.
Hoje, já recuperada daquela crise guardei apenas o costume de não gostar de ouvir o barulho do celular. 
Esse ano, quando desenvolvi mais uma crise de ansiedade vi toda a angústia novamente pelo mesmo motivo... apenas com pessoa diferente... sofri tudo outra vez... parece que comigo as coisas têm que ficar absolutamente confirmadas. Você vai sofrer duas vezes para guardar bem o que é seu por imposição... 
Hoje, medicada e conseguindo voltar a lembrar dos meus sonhos noturnos reflito sobre tudo e sobre meu não sofrimento quando era para eu realmente sofrer... sim... 
Meu carro me deixou na mão no domingo... eu, ansiosa que sou, tranquei calmamente as portas, peguei meu frango assado e fui para casa almoçar tranquilamente para só depois das 15:00 ir procurar ajuda. 
Me descabelo por causa de um cara insignificante e ajo de forma madura quando poderia me estressar... não consigo entender e isso me faz sofrer também.
Eu queria tanto deixar de ser assim. Queria mesmo largar tudo que sou para ser pessoa simples, pessoa normal... 
Tenho me policiado para agir de maneira sensata... poucas vezes consigo.

Comprei um teclado... gastei uma grana nele... não sei porque se nem sei se vou conseguir aprender a tocar.
Tudo tão difícil... 

Quando vou poder me desfazer dos remédios?
Quando vou poder respirar fundo e me sentir tranquila?


Sinto o bom humor voltando aos poucos... mas vem tão devagar que me canso de esperar...
Só quando olho para os meus filhos percebo que tenho razão de existir...
Só...

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