Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Não sei porque vou ao desfile de 7 de setembro... Deve ser pra me irritar... Tem o hino tocando e gente sem nenhum respeito, falando, andando... Colocam cordas delimitando o espaço aos espectadores. Mas é como se nada existisse... Não consigo resistir... Tiro foto... a professora desfila e depois atrapalha os outros... A gente gosta de ser respeitado Mas respeitar não é tão legal assim. Os valores são outros As ideias são outras Só eu que não mudo?
O menininho de azul é o Pedro... Um garotinho de 2 anos melhor do que gente grande... "Educação é tudo na vida"... como dizia uma das faixas...
Fora essa parte chata, o resto também estava meio sem graça O mais engraçado foi o balão do candidato desfilando junto... Ser engraçado não significa ser melhor... nesse caso não é mesmo... Isso é ironicamente engraçado... Não farei nenhuma consideração sobre as escolas...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Cheguei de Ponta Grossa, mal tive tempo de descansar e fui bordar... terminei a toalhinha... ficou muito fofa... quase que tenho vontade de voltar a bordar... não devo, no entanto. A posição que permaneço por muito tempo me gera uma dor de cabeça horrível. Então bordo as vezes... só em ocasiões especiais... O dia foi tranquilo... Marquei o exame para o começo do mês que vem... Estou faltando muito na escola... que pena para os alunos... Mas é assim que tem que ser... Combinei com alguns alunos de assistir o desfile... e vou... Não quero desfilar... Como é engraçado... perdi todo o tesão de participar disso, que me dava tanto orgulho antes. Minhas amigas ficam me aconselhando a pedir remoção, mas não vou pedir... Gosto da escola e tenho certeza que o tempo vai vencer e logo passa essa fase. Estou cansada...
Casinha Branca - Gilson
Gosto especialmente dessa canção
Casinha Branca
Tenho andado tão sozinho ultimamente Que nem vejo a minha frente Nada que me dê prazer Sinto cada vez mais longe a felicidade Vendo em minha mocidade Tanto sonho perecer...
Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer...
Às vezes saio a caminhar pela cidade À procura de amizades Vou seguindo a multidão, Mas eu me retraio olhando em cada rosto Cada um tem seu mistério Seu sofrer, sua ilusão...
Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer...
Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer...
Me emociono quando ouço. Essa canção me carrega imediatamente a minha infância, embora retrate o que penso e sinto hoje. Minha casinha branca é uma metáfora para vida simples. Em tempo oportuno falo disso...
Comecei a ler o novo livro do Pe Fábio de Melo... coisa mais maravilhosa... são contos de orfandade... li e chorei já no primeiro... sempre que leio Fábio de Melo me sinto ouvindo o próprio sussurrando o texto no meu ouvido...
Acabo de lembrar que ainda não escrevi o recadinho no outro livro... aí ai ai... imagina a decepção do neto-leitor se não encontrar a dedicatória... vou escrever e vou cuidar para que ele chegue na velha prateleira que ainda nem é tão velha assim.
Vou assistir um filme e dormir... maravilha estar em paz!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Amanhã não vou trabalhar.. maravilha. Estou muito cansada e precisando descansar... vou ao médico. Não estou com vontade de escrever... Amanhã eu tiro o atraso... Se é que existe atraso...
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Estou bem melhor hoje... já voltei a dar risada das hipocrisias... Os alunos de uma turma inteira me pediram pra desfilar o 7 de setembro junto com eles. É uma pena que não dá pra contar os motivos. Mas fiquei feliz por eles quererem minha presença. Chegaram a dizer que sou a professora modelo. Sei que exijo deles, mas nós sabemos que estou fazendo isso por querer-lhes o bem... E isso é o que realmente importa... Querem destruir minha reputação ou denegrir minha imagem, mas as coisas não assim tão simples... Quando se está certo, se está certo! Apesar de ter me emocionado com o carinho da turma, não vou desfilar... Mexeram comigo injustamente... pra mim a ferida está sangrando ainda... E enquanto isso acontece, prefiro pensar que essas pessoas simplesmente não existem... lamentavelmente existem e estão como pedra no meu sapato...
Mais duas do Elefante e da Formiga
Era uma vez uma formiga que picou um elefante... O elefante pensou que esmagaria facilmente a formiga fragilzinha, mas suas patas são tão calejadas... E assim, há espaços onde a formiga se esconde e se salva... O elefante ficou maluco de raiva, porque a formiguinha conseguiu sobreviver nos buracos do pé que facilmente amassariam qualquer formiga. Ah elefantes bobinhos, pena que seu tamanho não condiz com seu cérebro! Foi só esperar o elefante dormir e a formiguinha voltou a sua vida normal... Gosto das histórias de elefantes... O Pedro está colocando minhas sandálias de salto altíssimo, que será que pensa? Ah esse meu doce formiguinho... adoro ser sua elefanta...Ele faz de mim o que bem quer!
A segunda correu como todas as segundas são... Um aluno não entregou um trabalho escrito que valia 2 pontos. Pedi que escrevesse uma justificativa e ele escreveu que não fez porque não teve vontade e que teria o resto do ano para recuperar a nota. Se digo que não está preparado para o vestibular, se sente magoado e ofendido. Há realidades que não querem ser ouvidas... melhor viver no mundo das ideias... da imaginação... dos sonhos e acreditar que se as coisas não acontecem é interferência divina... Daqui até o fim do ano, vão longos meses... Não vou deixar a turma... estou gostando de ter argumentos... espero que aprendam algumas lições... As de gramática, literatura e linguística e as de moral e ética... Não me sinto feliz ali, mas foi assim que escolheram e assim que vai ser. Na minha época de aluna, um professor teve um problema na nossa turma e nós tivemos que pagar caro para não ficarmos com nota vermelha... me lembro de ter passado um fim de semana inteiro resolvendo problemas de matemática e física para gabaritar nas provas bimestrais, pois nas mensais a turma toda tinha ido muito mal... Consegui a nota máxima e fiquei com a média 60 em matemática e 6,5 em física... não foi vermelha, pelo menos... A Rita não falou nada, mas sei que ela entendeu que naquele caso o professor levou para o pessoal alguma coisa (não lembro o que)... muitas meninas não conseguiram e ficaram com nota muito baixa... essa foi a única vez que estudei de fato no ensino médio... Nessa época eu já havia me tornado uma das melhores alnas da escola... não sei ao certo como isso aconteceu, mas foi a partir daí que ouvi com bastante frequência que eu era uma pessoa muito inteligente... Não me envaideço com isso, mas faço questão de ser e ser cada vez mais... Estou errada, porque quero isso mais do que um monte de outras coisas... e o motivo é me provar o contrário do que a Marion falava... embora eu já tenha me provado isso milhares de vezes, ainda acho pouco... me sinto uma idiota por isso... mas só por isso... Não me preocupo de forma alguma quando alguém me põe a prova ou sugere que sou burra... pra mim é normal isso... acho graça, até. Quando eu debatia assuntos polêmicos no orkut, era muito divertido ver os ateus me xingando e argumentando em cima das minhas crenças... eu dava muita risada... e aprendi muito com eles... foi bom. A terça virá e estou preparada para ela... PS: Neto-leitor, talvez daí do futuro você esteja se perguntando o que é orkut. Então te explico: Era uma rede social (uma das primeiras que existiu). Todos os brasileiros que tinham acesso a computador, tinham uma conta no orkut. Foi uma febre geral, mas durou pouco... hoje existe ainda, mas é quase como um território morto... eu mesma preciso excluir minha conta, mas tenho muitas fotos lá... tenho que migrá-las antes. Em 2012, a febre é o Facebook. Seu pai ou tio Pedro, aqui tem 2 anos e meio e fala facebook de uma maneira muito lindinha... só de ver o logo, ele já fala... dá uma vontade de apertar suas bochechas... e eu aperto... amo apertar bochecha de filho. Mas ele é terrível... mexe no meu notebook e desconfigura tudo... e eu claro, fico doida! Nessas horas a vontade não é de apertar bochecha, mas de dar palmadas... mas aí passo vontade... Agora mesmo ele estava mexendo no meu celular... tive que dar uns gritos...ele dá um jeito de sumir na mesma hora...
domingo, 2 de setembro de 2012
Não sei se me alegro ou me entristeço com as visitas ao meu blog. Alegro, porque tenho pessoas que gostam do que escrevo e se sentem de alguma forma, confortados com exemplos parecidos. Entristeço, porque entre os que me leem, certamente há os que estão querendo encontrar algo em mim que justifique seu preconceito. Não me preocupa isso... preconceito todos temos, mas a sensação de incomodo que isso gera, me deixa muito angustiada... muito mais do que me senti nesses últimos dias. Na verdade, eu nem queria saber quem lê, embora eu já saiba de alguns por me falarem, outros por citarem e outros ainda por dedução. Bom, ao escolher esse canal de comunicação com meu neto-leitor e comigo mesma, devo estar ciente dos leitores fiéis, dos esporádicos, dos enraivecidos e dos piores de todos: os infiéis... Só lamento porque com isso estou, as vezes, medindo palavras... e ao medi-las acabo selecionando sentimentos... o que no caso de um encontro comigo, não me está permitindo absoluta realidade... estou dando um tom mais ameno ao meu sentimento... Falo de sentimentos, porque são eles os que me movem em todo o instante. Hoje por exemplo, queria dar detalhes do que realmente me tirou o sono. Queria descrever minuciosamente os sentimentos todos. Não posso. Detenho-me apenas em dizer que o que digo é infinitamente menos do que penso, embora não use uma maneira de construir um discurso que estará pronto para ser dito... Explico essa confusão de palavras com um exemplo concreto. Quando me formei no IC, minhas colegas me escolheram para ser a oradora da turma. Contrariando seu Levi, diretor do internato, que via em mim uma ameaça, fiz o discurso na igreja da Castrolanda. Tive alguns meses para preparar o que dizer e de fato tentei me preparar. Peguei minhas anotações e nada do que escrevia me agradava realmente. Foram muitos e muito dias e papéis jogados fora. As ideias não eram aquelas que estavam ali. Na madrugada que antecedeu o grande dia, passei escrevendo uma montoeira de bobagens que não me agradavam. Ficou de fato uma PORCARIA. O grande dia era de organização e de angustia pela noite de formatura... Eu havia concluído o curso e isso era bom e ruim. Como essa vida é injusta... começo meu texto falando da dualidade de sentimentos e me deparo com ela aqui, novamente. E foi essa dualidade que deu origem ao meu discurso da grande noite. Se nos papeis que abarrotaram o lixo, eu encontrava formas de dar uma alfinetada no abominável homem do IC, aí não me fazia mais sentido falar qualquer coisa que desse a ele alguma luz... há pessoas que simplesmente não merecem... Peguei o microfone e comecei a conversa... Chamei minhas amigas do curso para fazermos juntas uma viagem imaginária... passeando pelo colégio com um sentimento de saudade... e em cada lugar que parávamos, eu fazia pequenas considerações... conclui dizendo que o passeio havia acabado na realidade, mas sempre que quiséssemos, poderíamos fazer esse exercício de imaginação... para o resto das nossas vidas. Ao monstro, não dirigi uma única palavra e deixei-o no lugar que merecia... Ao final, todos estávamos chorando... alunos, professores, pais e amigos... somente os monstros não choram. O pastor Mario, ao término da cerimônia veio me abraçar, não só pelo discurso, mas pela conclusão do curso depois dos problemas que me machucaram tanto... para ele, eu era um exemplo de superação... e olhando daqui, acho até que era mesmo... Lembro de suas palavras e do aperto de seu abraço... "Menina, quando vi você subindo para fazer seu discurso me deu um gelo no coração. Sem nenhum papel. Você ia se perder na sua fala. Mas como eu estava errado. Que lindas palavras. Que linda pessoa é você. Você deve seguir a profissão de jornalismo..." Não segui. Naquele ano, optei pelo direito (falo dessa escolha em outro momento), mas quase me arrependo de não ter seguido seu conselho. Durante todo o tempo que tive para escrever o discurso o fiz mentalmente e a realização dele é o concreto disso. O mesmo ocorre quando digo alguma coisa para alguém, como fiz com a diretora na sexta-feira, que culminou com seu pedido de desculpa. O que difere do discurso é a plateia... Diferente do que o preconceito de alguns, eu não preciso de plateia... eu não gosto de plateia... porque pra mim, antes da ética está o caráter... e a ética é extensão do caráter... O que me tirou o sono dessa noite, foram os filhotes de cachorro abandonados na rua, mas como não consigo abolir os pensamentos, fiquei pensando no que tenho que dizer à pedagoga... daquilo que eu ainda não tenha dito. Me assusta o que vem na minha cabeça... penso demais... e do tanto pensar, me veem as lágrimas... E de novo, me apego nas forças que só a verdade me dá e sigo em frente... Se for para apanhar, que seja... mas é bom que se saiba que apanho sendo inocente... E se sou inocente, a verdade está ao meu lado... E conhecendo a verdade ela me libertará... a verdade é sempre libertadora... Quisera eu pudesse ser perfeita... tantos são meus defeitos que me afastam da verdade absoluta... mas como ainda não morri, tenho a esperança de ainda alcançar alguns degraus... Não para ser superior aos outros... mas para ser melhor diante de Deus... PORCARIA: sf. 1 Imundície, sujeira 2 Coisa mal-feita, má, ou sem valor; porqueira
sábado, 1 de setembro de 2012
Delícia de dia... Sem estresse, sem gente chata... Com os filhos. Cuidando de mim... Fim de Agosto... Cristina está melhor... A tempestade passa e o sol aparece, mais brilhante do que nunca... Vou bordar hoje... sinto vontade de fazer algo de belo... Mês das flores... Setembro... Setembro...
Essa música é do Beto Guedes... nesse clipe está na voz do vocalista da banda gospel Catedral... adoro!!