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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Uma coisa aprendi e reafirmo: Seja  lá o que você fizer, nunca será o bastante.
Essa máxima me tirou o mínimo do que me restava de esperança numa solução humana para o problema com o João Guilherme.
Claro que sempre vão haver pessoas que saberão reconhecer seu esforço, mas a grandessíssima maioria vai te apontar os dedos exigindo de você aquilo que elas jamais fariam.
O médico, o maldito médico de hoje...
Não bastasse meu Docinho triste me quebrando o coração, ainda tenho que acordar 5 horas para ouvir que eu tenho que por limites para meu filho mais velho. 
Oras, não me darei ao trabalho que escrever uma mísera linha sobre isso. Me defender nesse momento é assumir um instante de culpa. Não tenho culpa e ponto final.
Dei de mim o melhor. Sei disso. 
Mas me irrito profundamente que alguém totalmente alheio a minha realidade ouse me dizer como fazer. Preciso me cuidar? Preciso estabelecer regras, preciso fazê-las cumprir. Argumentos? Lógico que os tenho. Adiantaram? Lógico que não
Que argumento seria aceito se o homem carrega o título de doutor? Ele sabe tudo, eu não sei nada.
Terminei a consulta no momento que ele disse que eu preciso chamar a polícia para colocar medo no menino. Sim a consulta acabou pra mim nesse exato momento. Deus... preciso de sua força... só lembro de ter pedido isso enquanto aquele ser supremo vomitava em mim um pouco mais de sua genialidade... 
Resumindo:
Refez a receita com um outro medicamento e aceitou o fato de que ainda não encontrou a solução química para meu problema. Talvez seja esse novo remédio que nos dará algum alívio.
Mês que vem estaremos lá novamente. Mas dessa próxima vez não estarei despreparada. Certamente não estarei.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vou ser vó, e isso não é o pior. Aliás, o pior de tudo é ter que aguentar o João Guilherme.
Nunca imaginei que ele fosse capaz de tanta maldade. Não valho nada para o meu filho. Ao menos é isso que consigo enxergar hoje.
Fiz aniversário sábado. Ele tinha me dito que ia preparar um churrasco para mim. Mas na sexta-feira, eu cansada e deitada na minha cama com meus planos de tomar um lanche com o Fê e o Pedro já traçados, me chega o João Guilherme com novos e decisivos planos. Vou fazer o churrasco hoje. A Valéria vai dormir aqui e ponto. Claro que não foi assim tão direto e enfático, mas num primeiro momento ele nunca é assim tão cruel. Ele passa da doce criatura ao monstro terrível num piscar de olhos.
Como aceitei logo na 3 fala dele (aceito porque não aguento debater depois de uma semana inteira de trabalho) as coisas ficaram razoavelmente bem. 
Ganhei café da manhã... é bonitinho de ver o Fê entrando na onda de fazer um agrado para a mãe. O Fê é muito desligado. A esposa dele vai sofrer como os esquecimentos dele. 
Mas de tarde o João Guilherme já tinha traçado seu plano. Ia pescar e a Valéria ia junto. Dormiriam num sítio que ele disse ser de alguém conhecido. Sabe quando as palavras do outro vão se perdendo no vazio? Assim estão as palavras do meu filho mais velho. Elas se perdem no meu cérebro... É como se não fossem ditas... Ele mente e eu desenvolvi um antídoto para me proteger. Sim, estou buscando formas de sobreviver aos picos de pressão alta que estão me atacando a princípio sem causa aparente.
Fiz os exames, aguardo os resultados e deixo tudo nas mão de Deus. Não teria força para suportar sozinha o que tenho suportado.
Mas o que me deixou no estado de espírito que me encontro nesse momento é o fato de que o João Guilherme não se preocupa com a menina, nem com o bebê. Nem comigo e muito menos com ele. Ontem, depois de passar o fim de semana inteiro grudado na namorada, ao chegar em casa e não conseguir ligar para ela, ele se mandou para a casa dela numa chuva torrencial. Era 22:00 hs.
As 23:30 a mâe da desmiolada ligou dizendo que os dois estavam na área da casa, e a menina  mal sentada tomando todo o ar de chuva. 
Depois de 5 minutos de ouvir mais do mesmo, orientei que ela fosse dormir e fim.
Ele me mandou algumas mensagens, não por pensar em mim ou por estar arrependido do que fez. Seu plano era se fazer de vítima. Meus olhos também não leem mais as palavras perdidas no escuro. 
Ao chegar em casa, hoje cedo minha tese se confirmou. Meu filho  realmente é o que penso dele. Isso me dá uma tristeza que não tem tamanho.
Me xingou tanto, me mandou calar a boca, me ofendeu tanto que estou farta dele. Farta a ponto de da-lhe uns bons safanões, mas não me atrevo porque sei que ele me agridiria fisicamente e isso meu corpo não iria suportar, meu coração não iria suportar. Esse menino, com esse perfil será pai. Ao escrever essa última frase, meu coraçãodeu um pulo mais forte. Uma angústia inimaginável toma conta de mim. Em Deus eu procuro o socorro. Sozinha não posso...

Será que é esse meu neto-leitor? 
Farei o que posso e Deus fará muito mais ainda para que o Arthur possa crescer saudável. 

Parece trágico, mas é real.
Minha ajudante, depois do que presenciou hoje diagnosticou meu filho como um psicopata. Não é pra tanto. Eu espero que não seja.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O pastor gosta, o Pedro gosta e eu também... 
Então, neto-leitor como ficamos agora?
Sua avó pode não chegar até você. Sim, é real essa possibilidade. Sempre foi, mas agora ela se figura mais real do que nunca. Estou começando a ter problemas de saúde provenientes da idade que já avança em mim. 
Ontem fui à farmácia medir minha pressão e bingo: ela estava alta novamente.
É o sal, disse minha querida ajudante e providencial guardadora de idosos. Lá vou eu para os exames de rotina que até ontem não faziam parte da minha rotina.
Estou preocupada. Claro que nada ainda se configura em uma doença real, mas há um alerta. Um sinal de que estou entrando na meia idade. Me restam 30 dias até a entrada oficial na fase 3 da minha vida. 
Exagero?? 
Sim, exagero... A vida é muito mais legal quando exageramos um pouco...

  Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Exageros a parte, estou preocupada com essa pressão. Não por ela estar alta, nem está assim tão alta, mas por não ter nenhum motivo para que ela esteja assim. Ao menos me parece que a vida anda calma e que não deveria eu estar com a pressão alterada. Sem estresse, sem angústia ou insônia. Ansiedade bem controlada e a pressão misteriosamente alterada.
Tudo bem. Vou aos exames e cuidadei especialmente da minha saúde. Não posso deixar a cena agora... Tenho muita vida pra viver ainda.


A correria habitual está ainda mais correrria. 
Fazendo lembrancinhas para o outubro rosa da nossa igreja... estão ficanco maravilhozinhas... posto foto logo.

Sou muito feliz... 
Agradeço o que sou. 
Obrigada, meu Deus, porque posso descansar tranquilamente em seus pés... 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015



Eu não me lembrava disso!

Esse fim de semana foi bastante intenso. 
O Instituto Cristão está comemorando 100 anos e nós, ex alunos, nos encontramos.
É estranho rever gente com quem convivi durante algum tempo e que nunca mais vi. 
Um misto de tristeza e alegria fizeram uma bagunça em mim.
Hoje já estou bem melhor, mas devo confessar que  chorei.
Não sei ao certo porque...







A noite teve jantar. Foi gostoso, afinal de contas.