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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Estou viva!! apesar de ter passado por uma correria doida nesses últimos dias, chá de bebê, mudança de casa e fim de ano letivo, agora consigo vislumbrar uma luz no fim do túnel... as férias se aproximando e a angústia costumeira do fim do ano está batendo à porta. Os dias que se seguem vão ser ruins, mas nada comparado aos anos anteriores.
Quando estiver mais calmo, volto para falar sobre minhas impressões de tudo...
Não posso dizer que estou triste ou feliz... estou, apenas estou!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Os momentos são difíceis... mas Deus está no comando.
Fiz o chá  de bebê do Arthur...
Só  pelo pequeno... Ele precisa. Ele merece.
Não recebi ao menos um agradecimento... estou angustiada com isso. Mas vou ser firme. O João Guilherme tem se mostrado assustadoramente perigoso.

domingo, 29 de novembro de 2015

Faço o que eu posso.
Não, você não faz o que pode, faz o que convêm. 
Sempre foi assim e pelo visto ainda continuará sendo. 
Ok, eu sei disso. Eu aceito isso ainda que não entenda. No fundo até prefiro que seja assim, consigo entender então como se esvaziou o sentimento.
Meu eu vê assim...
 mas eu não sou só eu... sou quatro...
 e quando sou quatro sofro em quádruplo. 
Mas se sofro também amo em quádruplo...
 tudo que você não dá, certamente eu dou...
dou de mim mais do que tenho porque não faço só o que posso. Faço o que tenho que fazer. 


Visitante constante, tenho uma frase pra você:
Sei bem o que você está sentindo e posso saber o quanto isso não é bom pra você. Não foi bom para mim.
Demorei um tempo para entender que preciso pesar as coisas antes de tomar decisões que mudarão minha vida. Analisar prós e contras. Saber dizer não e  antes de tudo colocar tudo aos pés de Deus. Se for vontade Dele, nada sai errado... Se sai errado não pode ser vontade de Deus, afinal Ele é perfeito e perfeita sua vontade. 
Tá angustiada? Ore...
Mas tem coisas que mesmo que sejam óbvias para os outros não são tão claras para nós. A sabedoria, aquela que só vem com o tempo, somente aparece a medida que vamos sofrendo. 
E fique tranquila em relação a mim: Não faço para os outros o que não gostaria que fizessem para mim. Só fiz isso duas vezes na vida, por uma questão de sobrevivência... o que não é mais o caso... Estou bem tranquila e longe de querer problemas...
O que importa agora é deixar as coisas fluírem segundo a vontade de Deus. Isso me dá uma paz indizível. 


terça-feira, 24 de novembro de 2015

o bom de deixar as coisas nas mãos de Deus é que podemos descansar tranquilos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Uma coisa aprendi e reafirmo: Seja  lá o que você fizer, nunca será o bastante.
Essa máxima me tirou o mínimo do que me restava de esperança numa solução humana para o problema com o João Guilherme.
Claro que sempre vão haver pessoas que saberão reconhecer seu esforço, mas a grandessíssima maioria vai te apontar os dedos exigindo de você aquilo que elas jamais fariam.
O médico, o maldito médico de hoje...
Não bastasse meu Docinho triste me quebrando o coração, ainda tenho que acordar 5 horas para ouvir que eu tenho que por limites para meu filho mais velho. 
Oras, não me darei ao trabalho que escrever uma mísera linha sobre isso. Me defender nesse momento é assumir um instante de culpa. Não tenho culpa e ponto final.
Dei de mim o melhor. Sei disso. 
Mas me irrito profundamente que alguém totalmente alheio a minha realidade ouse me dizer como fazer. Preciso me cuidar? Preciso estabelecer regras, preciso fazê-las cumprir. Argumentos? Lógico que os tenho. Adiantaram? Lógico que não
Que argumento seria aceito se o homem carrega o título de doutor? Ele sabe tudo, eu não sei nada.
Terminei a consulta no momento que ele disse que eu preciso chamar a polícia para colocar medo no menino. Sim a consulta acabou pra mim nesse exato momento. Deus... preciso de sua força... só lembro de ter pedido isso enquanto aquele ser supremo vomitava em mim um pouco mais de sua genialidade... 
Resumindo:
Refez a receita com um outro medicamento e aceitou o fato de que ainda não encontrou a solução química para meu problema. Talvez seja esse novo remédio que nos dará algum alívio.
Mês que vem estaremos lá novamente. Mas dessa próxima vez não estarei despreparada. Certamente não estarei.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vou ser vó, e isso não é o pior. Aliás, o pior de tudo é ter que aguentar o João Guilherme.
Nunca imaginei que ele fosse capaz de tanta maldade. Não valho nada para o meu filho. Ao menos é isso que consigo enxergar hoje.
Fiz aniversário sábado. Ele tinha me dito que ia preparar um churrasco para mim. Mas na sexta-feira, eu cansada e deitada na minha cama com meus planos de tomar um lanche com o Fê e o Pedro já traçados, me chega o João Guilherme com novos e decisivos planos. Vou fazer o churrasco hoje. A Valéria vai dormir aqui e ponto. Claro que não foi assim tão direto e enfático, mas num primeiro momento ele nunca é assim tão cruel. Ele passa da doce criatura ao monstro terrível num piscar de olhos.
Como aceitei logo na 3 fala dele (aceito porque não aguento debater depois de uma semana inteira de trabalho) as coisas ficaram razoavelmente bem. 
Ganhei café da manhã... é bonitinho de ver o Fê entrando na onda de fazer um agrado para a mãe. O Fê é muito desligado. A esposa dele vai sofrer como os esquecimentos dele. 
Mas de tarde o João Guilherme já tinha traçado seu plano. Ia pescar e a Valéria ia junto. Dormiriam num sítio que ele disse ser de alguém conhecido. Sabe quando as palavras do outro vão se perdendo no vazio? Assim estão as palavras do meu filho mais velho. Elas se perdem no meu cérebro... É como se não fossem ditas... Ele mente e eu desenvolvi um antídoto para me proteger. Sim, estou buscando formas de sobreviver aos picos de pressão alta que estão me atacando a princípio sem causa aparente.
Fiz os exames, aguardo os resultados e deixo tudo nas mão de Deus. Não teria força para suportar sozinha o que tenho suportado.
Mas o que me deixou no estado de espírito que me encontro nesse momento é o fato de que o João Guilherme não se preocupa com a menina, nem com o bebê. Nem comigo e muito menos com ele. Ontem, depois de passar o fim de semana inteiro grudado na namorada, ao chegar em casa e não conseguir ligar para ela, ele se mandou para a casa dela numa chuva torrencial. Era 22:00 hs.
As 23:30 a mâe da desmiolada ligou dizendo que os dois estavam na área da casa, e a menina  mal sentada tomando todo o ar de chuva. 
Depois de 5 minutos de ouvir mais do mesmo, orientei que ela fosse dormir e fim.
Ele me mandou algumas mensagens, não por pensar em mim ou por estar arrependido do que fez. Seu plano era se fazer de vítima. Meus olhos também não leem mais as palavras perdidas no escuro. 
Ao chegar em casa, hoje cedo minha tese se confirmou. Meu filho  realmente é o que penso dele. Isso me dá uma tristeza que não tem tamanho.
Me xingou tanto, me mandou calar a boca, me ofendeu tanto que estou farta dele. Farta a ponto de da-lhe uns bons safanões, mas não me atrevo porque sei que ele me agridiria fisicamente e isso meu corpo não iria suportar, meu coração não iria suportar. Esse menino, com esse perfil será pai. Ao escrever essa última frase, meu coraçãodeu um pulo mais forte. Uma angústia inimaginável toma conta de mim. Em Deus eu procuro o socorro. Sozinha não posso...

Será que é esse meu neto-leitor? 
Farei o que posso e Deus fará muito mais ainda para que o Arthur possa crescer saudável. 

Parece trágico, mas é real.
Minha ajudante, depois do que presenciou hoje diagnosticou meu filho como um psicopata. Não é pra tanto. Eu espero que não seja.