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terça-feira, 14 de maio de 2013

A única coisa boa do "show" da Galinha Pintadinha


Dia tranquilo... 
As insônias continuam,mas já estou utilizando o tempo com coisas úteis...
Dois dias sem sentir gosto ou cheiro. Uma sensação desagradável. Espero estar melhor amanhã.
Fui à escola dos meninos pegar boletins.Sem nenhuma surpresa: O Fernando é muito bom, mas fala demais, porque termina as tarefas primeiro, mas é educado e obedece quando os professores falam... O Gui é na média e está sempre envolvido nas brincadeiras com o pessoal do fundão, mesmo estando sentado na frente, sempre acha alguma coisa pra fazer piada... Meus filhos são exatamente o que falam deles...
Tudo bem... eles são os melhores filhos do mundo...

Quando cheguei da escola deles, tinha uma cartinha toda enfeitada em cima do meu notebook, achei estranho, achei que era alguma palhaçada do Gui. Não era. A cartinha era a mais linda carta de amor que alguém poderia receber. Era do Fê. Claro que ele fez e esqueceu que tinha feito. Me entregou atrasado, mas esse detalhe só confirma a personalidade do meu nerdzinho... sempre alheio às coisas, mas com uma sensibilidade comovente. Fiquei feliz... muito feliz...



segunda-feira, 13 de maio de 2013


Dia normal, cansei bastante, mas estou feliz por estar dando conta. 

Recebi meu tradicional café da manhã ontem, com direito a flores e romeu e julieta. Almoçamos fora e a tarde levei o Pedroca para ver um "show" da Galinha Pintadinha. Um horror... mas as crianças gostam de tudo... Ele até tirou uma foto com a galinha...
O dia das mães transcorreu como eu previa: Consegui curtir meus filhos e meu dia... a marion não apareceu em meus pensamentos. Foi muito bom...
Cada dia me sinto melhor.

Hoje o Gui começou trabalhar. Não sou a favor, mas sou voto vencido. O garoto quer comprar uma bicicleta muito cara, e como o João já disse que não vai me ajudar, visto que compramos uma não faz 2 anos, o jeito era trabalhar. O pai apoiou, o vô apoiou e eu? Bem, eu só disse que se as notas baixarem ele sai do emprego. Pronto, começou...
Meu adolescente está voando um pouco mais longe... quero que ele tenha sempre para onde voltar... quero que ele sempre saiba que estarei a sua espera... sou sua MÃE...

Parei a ginástica, cansei da mesmice.Amanhã sem falta vou a academia fazer uma avaliação... Quero começar a musculação. Sem exercícios não dá. Minha bacia já está me dando alguns avisos.
Prefiro curtir minhas músicas a ter que dançar axé... já estava vendo o dia que iam me fazer dançar funk... seria meu fim... 





Quero deixar bem claro, a quem possa interessar, que não me faço de amiga de pessoas com as quais já estabeleci uma relação de desafeto. Também não faço pacto de união de forças para algum devido fim. Minhas ações são pautadas única e exclusivamente em mim e em meus pensamentos sobre as coisas. 
Quero dizer com isso que não precisam contar comigo para nada. Eu não estou a disposição de partido algum. Tudo o que fiz foi pensando em mim e nos meus filhos. Continuo abominando a falsidade e a mentira, embora as vezes não haja outra coisa a fazer e eu tenha que usar as armas dos algozes... 
Quando não gosto de alguém, ela simplesmente não existe para mim, a não ser que meça força comigo. Infelizmente nesse caso, respondo a altura.
Estou refazendo minha vida e isso é tudo...

domingo, 12 de maio de 2013

Ah, se eu soubesse o que vai dentro da sua cabeça...
Ah, se eu soubesse o que te tira o sono...
Não, eu não sei...
Nem de mim eu sei.

sábado, 11 de maio de 2013

Dia tranquilo...
Apenas um herpes chatinho que voltou, no mesmo lugar do que me acometeu ano passado nessa mesma época. Tenho observado que muitas das coisas que estou sentindo nesses últimos 20 dias são exatamente iguais as que vivi no mesmo período de 2012. Concluir isso me deixa com uma sensação de que sou uma imbecil.
Mas como não tenho tido assim tanta preocupação com as coisas, também não está sendo nenhum trauma perceber que decidi me enganar. Tudo certo... Quem nunca se deixou enganar que atire a primeira pedra.

A historinha de ontem continua, tão logo eu consiga encontrar uma forma mais literária de escrever. 
Quanto mais escrevo aqui, mais admiro os escritores... como será que eles conseguem ser tão bons nisso... Eu escrevo, escrevo, e quando leio, vejo que não está nem de longe como deveria estar.
Vou começar a ler sobre produção de narrativas... sou muito ruim nisso.


Neto-leitor será que você vai usar bico? Sabe que o Pedro estava aqui do meu lado agorinha mesmo e me perguntou onde estava o bico. Olhei para ele estranhando a pergunta, afinal ele nunca usou. Rindo, meu docinho disse que o Bernardo usava.  É tão interessante perceber a evolução do raciocínio e da memória dele. Não me lembro desses momentos dos outros, sinto por ter perdido tantas coisas boas. 
Sua vó precisa recuperar as coisas com você, seus irmãos e primos... vou fazer todas as vontades de vocês assim como meu avô Horst fazia comigo. 

Quando penso nele, lembro das vezes que nos levava para comprar besteiras ou tomar sorvete escondido da vó. Era tudo tão bom... 
Sonhei com a morte dele exatamente no dia que ele foi para o hospital. Três meses depois ele se foi mesmo. 15 de junho de 1988, dia que nunca saiu da minha cabeça. Eu não chorei, mas por dentro eu estava destruída. Escrevendo, acabo de me lembrar que o Fernando também não chorou a morte da dona Anália, mas eu via nos seus olhos o quanto ele estava por dentro. Meu filho do meio é tão igual a mim... 


  

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Esse remédio realmente é o que penso dele. Já comentei que acho que os médicos estão receitando antidepressivos como aspirina para curar dor de cabeça. Estão nos manipulando e nos tornando rebanho. Sim, rebanho. Eu tenho  meus  pensamentos muito bem formados sobre as coisas e defendê-los é como guerrear. Não quero guerrear, quero paz. Mas que culpa tenho de ver além do que a maioria vê? 
Quando fui ao médico naquele dia, tudo o que eu queria era uma semana de folga para poder curtir a tristeza de ter feito uma escolha que doeu muito mais em mim do que em qualquer outra pessoa. Essa dor se deu exatamente porque eu estava certa o tempo todo, mas com uma vontade louca de estar errada. Não estava errada e isso dói. 
Só que como eu chorava o médico concluiu que eu estava com depressão. Eu estava triste, só isso. Logo iria passar como sempre passou. Só que eu aceitei receber o remédio porque não paguei um centavo por ele e porque depois dele vou poder ter sessões de terapia com uma psicóloga, isso sim me interessa muito. Quero poder falar tudo o que eu penso sem ter que me policiar, sem ter medo de que serei traída ou mal interpretada. Quero me olhar no espelho e saber quem eu sou e a que vim para viver tudo o que vivi. 
Ontem o Gui foi revistado na escola apenas porque sempre, desde pequeno, vai ao banheiro muitas vezes e ontem ele deu o azar porque antes dele, alguém fumou maconha lá. A patrulha escolar chamou todos os meninos que apareceram nas câmeras, entre eles meu menininho que sempre cuidei com tanto cuidado.
Quando ele chegou em casa assustado, me contou tudo e eu ouvi passiva as várias vezes que ele repetiu a história, visivelmente assustado com o que viveu. Não me dei ao trabalho nem de pegar o telefone e questionar a direção da escola por ter permitido esse absurdo com meu filho. 
Quando acordei na minha já habitual insônia, meus pensamentos eram todos sobre essa agressividade contra meu filho inocente. Me revoltei comigo por não ter tomado nenhuma atitude comum a Roxana justiceira que sou desde a adolescência. Por que não fiz nada? Maldito remédio que quer moldar minhas ações me tornando robô desse sistema que não pode ter pessoas que pensam. Maldito remédio que me tirou as sensações que uma mãe zelosa deve ter. Maldito remédio que me tirou a emoção que me movia.
Estou vazia de sentimentos... não sou mais a Roxana emotiva. Não sou mais eu. Estou enfraquecendo e isso é como morrer ainda estando viva, bem viva...
Fui à apresentação do Pedro, estava tão feliz porque sabia que iria me emocionar. Não me emocionei. Fingi emoção que não existia de fato. Maldito remédio que me tirou o ruim, e o bom também...
Meu coração está vazio... não derrubei uma úníca lágrima...
Sinto saudades de mim... sinto falta de mim... preciso de mim...
Roxana, volte... Traga tudo que é seu... traga sua ansiedade, traga suas críticas, traga sua ironia. Venha com tudo que é você...Esse silêncio que essa pseudo-paz traz é ausência de vida...


A partir de amanhã vou gradativamente me livrar dessa droga que me manipula a mente. Vou abandonar esse remédio. Só não abro mão da psicóloga... ainda que ela também possa me decepcionar... 
Doutor, sinto muito, mas o senhor me decepcionou... antes tivesse me dado o atestado que eu queria e me deixasse ir embora tomar um chá de erva-cidreira. Meus filhos, meus amigos, meu trabalho e meus alunos teriam me curado em muito menos tempo e com muito mais eficiência... 




Em troca dos devaneios enlouquecidos de quem não consegue aguentar a verdade, vou contar uma história:

Enquanto a verdade é remédio amargo, a mentira é veneno doce!





Era uma vez o povo do Norte que vivia em guerra entre si. Uma guerra silenciosa, mas tão mortal quanto as sangrentas batalhas medievais. Os filhos gerados em uma família tradicional tinham o dever de seguir a tradição e se casar com as moças do Norte e assim o fizeram. Os três irmãos eram nada mais que o que seu pai fizera deles. 
Toda família tradicional tem um patriarca que governa absolutamente sobre seus parentes, determinando-lhes até a roupa que devem usar e as palavras que devem falar. E assim seguia a tradicional família do Norte. O pai e a mãe esbanjando sorrisos e carinhos aos parentes que não pertenciam ao seu convívio direto e aos estranhos dispunham de gentilezas que fazia deles uma família querida. Se reuniam nos Natais e festejavam alegremente a união que mantinha viva a chama do amor familiar.
Mas como nem tudo é o que parece ser, a família perfeita do Norte tinha seu lado obscuro. Em noites de lua cheia ou em outra lua qualquer o patriarca deixava as escondidas sua família e ia ter com uma cortesã. E lá passava tórridas noites de amor. Deixavá-a chorosa quando os primeiros raios da manhã surgiam no céu. Foram anos atrás de anos. Sempre que o patriarca podia, repetia sua façanha amorosa acreditando de coração que sua amada esposa dormindo o sono dos justos jamais saberia que ela a traia. 
Os homens se perdem na sua percepção egoístas das coisas. Sua esposa sempre soubera as traições e só não o confrontava com a verdade porque a verdade não é fácil de enfrentar. Talvez mais pelo fato do que os parentes distantes iriam pensar ou pior, dizer: "Nossa, como pode essa aí se rebelar contra seu marido?" "Louca, com 3 filhos para criar, vai passar fome." "Mas pra que largar? Fora as traições ele é tão bom para você. Não te deixa faltar nada." E tantas outras frases que a família distante adora dizer porque não sente a dor da traição na pele e no coração.
Os filhos repetindo os exemplos se casaram e o mais velho, desorganizando as ordens naturais das coisas engravidou uma jovem vinda de Hádria. Oh que terrível praga acometeria a tradicional família do Norte! Vai ter que casar. Assumir o estrago e reparar o erro. E mais. É seu dever fazer isso direito, afinal vocês faz parte da nossa família, menino. A partir de hoje serás um homem de família. Terás suas responsabilidades. Tu vais ser pai, dizia-lhe o pai em mal português que demonstrava a sua origem de homem que viveu muito tempo nas cavernas. 
O filho que tinha o nome grego Rosa não teve outra opção a não ser obedecer seu pai e entrar no casamento fingindo ser feliz até que a morte o separasse da jovem de Hádria.
Tiveram filhos e mais ou menos viviam até que o moço precisou lutar em terras estranhas do Sul. A coitada da esposa ficou com a tarefa de educar as crianças. E o marido trazia o sustento. Ao menos era assim que os parentes distantes deviam pensar. A realidade nem sempre condiz com o que deixa-se transparecer, ainda mais quando mentir é arte aprimorada de geração em geração.
Numa das muitas andanças pelas terras do sul, o homem cor de Rosa conheceu Luz do Amanhecer.
Não antes de ter traído sua esposa umas muitas vezes debaixo de seu nariz, tal como aprendera com o pai. Mas a jovem de Hádria tinha sangue nas veias e não conseguia agir como uma rã gelada frente ao desamor tão marcante, tão visível, tão real. 
Os parentes distantes vinham com sua ladainha e ela os ouvia, refletia e não conseguia encontrar paz nesse martírio de traições e tradições. 
Em Hádria as mulheres eram mais independentes, algumas até eram professoras. Nesse conflito de mulher pensante e esposa de família tradicional se estabeleceu um abismo. 
A jovem de Hádria não sabia se voltava atrás e seguia seu instinto de fêmea que cuida da cria enquanto o macho sai caçar, ou se usava suas asas e enfrentava o abismo voando até uma outra terra. Nesse conflito de dor, o tempo passava...

Continuo a história amanhã



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Acordei as 2:30 da madrugada, consegui dormir as 4:30 e para contribuir um pouquinho mais na maravilhosa sensação da insônia, hoje tive a visita de uma conjuntivite e claro que ela tinha que me sacanear um pouquinho mais, acometendo o olho esquerdo. Claro, o direito não tem úlcera. Que graça teria?
Tudo bem, comprei um colírio que já me deixou com uma dorzinha ao menos suportável.
Pela manhã fui resolver algumas coisas e a tarde dormi. 
Ontem falei da expectativa da apresentação do Pedro. Pois é, fiquei com esse pensamento voltando o dia todo, hoje. Conclui que estando o Gui com 14 anos, sou mesmo uma sortuda. Já chorei emocionada 13 vezes  com as apresentações dos dia das mães, E ao que tudo indica vou ter ainda uns 7 anos para viver a mesma emoção. Engraçado como as mães são. Engraçado esse laço que nos une aos filhos.  
Tentei encontrar na minha caixa de memória alguma apresentação que fiz para a marion (a partir de ontem só me referirei à essa pessoa com letra minúscula, por razões óbvias). Não consegui encontrar uma sequer, estranho, me lembro de coisas tão menos significativas...
Preciso considerar isso, quando estiver numa das sessões com a psicóloga. Porque será que bloqueei essas datas e durante todos esses 13 anos sofri o domingo das mães com uma dor ardida e quieta? Nunca havia pensado sobre isso... e hoje que o fiz, não me sinto sofrendo... é como algo sem importância.
Talvez seja porque meu Pedro tenha me desligado disso. Antes que você comece a achar que eu estou pirando preciso dizer que o nome do meu Docinho me veio a cabeça um segundo depois de ter passado o susto da notícia da gravidez. Alguns dias depois ouvi um sermão na igreja que falava de Pedro e não havia como não entender a associação com minha escolha "repentina". Falo disso com mais clareza um outro dia.
Agora vou descansar um pouco até que dona Insônia venha me chamar para uma partida de buraco ou uma visita a minha fazendinha virtual... Prefiro a internet nesses momentos, ela me ajuda a não pensar em coisas que me entristecem. Também evito de ter que apelar aos carneirinhos...