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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Estou esperando o almoço e me sinto bastante angustiada.

Quero falar da consulta; do encontro com o passado; da dor dos pensamentos que vieram; dos cachos que me trouxeram elogios; da angustia pelos laços que pensei estarem cortados, mas ainda existentes; pela alegria e tristeza de tê-los; das lágrimas que me apareceram; pelo rosto  maquiado que esconde o coração nervoso...
Mas vou deixar para falar disso depois do jantar dos professores. Quero estar ao menos mais relaxada para poder refletir sobre as pesadas emoções que me atacaram hoje pela manhã...
Enquanto isso alimento as dores ouvindo músicas fortes...


Picture perfect memories,
Scattered all around the floor
Reaching for the phone 'cause,
I can't fight it anymore
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time

Parando. O almoço está na mesa. Mas eu volto ainda hoje, se não beber demais!!

domingo, 13 de outubro de 2013

"Hoje o Fê tá azedo, né mãe? Vamo por açúcar nele!"

E eu posso como o Pedro?
Nossas conversas tem um tom de humor que tanto eu gosto. Meu Pipoquinha já espirituoso tão novinho... Hoje não estou mais brava com ele. Ontem logo após conseguir reconfigurar a Sky já estava me derretendo de novo. 
Uma coisa que aprendi nessa vida é esquecer logo das mágoas. Quem sabe por isso ainda não tenho as rugas que minha idade admite. Espero não tê-las tão cedo. 
As poucas que tenho, devo todas à única pessoa que me deixou mágoas profundas .


Na quinta fui com o Fê ao dentista. Apesar de cansativo, foi bastante interessante. Conversando com o dr, fiquei sabendo que ele é escritor de livros infantis, filho de professora de português e que assim como eu, quando criança, leu uma enciclopédia. Com tantas afinidades, não foi difícil que nos envolvêssemos numa conversa que poderia durar horas. Como sinto falta de ter gente assim para conversar com mais frequência. As mesmices da escola, as mesmas pessoas, os mesmos assuntos, os mesmos problemas... Tão chato...

A conversa com o dentista me trouxe uma vontade de lembrar de como, onde e com que intensidade eu lia. Estou buscando essas lembranças.
Talvez estejam nelas um pouco do ódio que a marion tinha por mim.
Eu sempre estava lendo e no entanto ela estava sempre me xingando de burra. Será que ela me xingava exatamente daquilo que ela já sabia que eu não era?
E porque eu ia tão mal na escola se eu lia? Será que eu ia mesmo mal?
Quando eu tinha que me recuperar, eu tirava nota integral. Se eu tirava nota integral nas recuperações, porque não ia bem nos bimestres? 
O sistema era bem diferente do que temos hoje, mas um leitor assíduo deve ir bem em qualquer coisa. Ou não?
São muitas questões que me afloram nesses dias.
Quero falar sobre isso com a terapeuta, amanhã.
Agora vou pesquisar sobre a Mundo da Criança, enciclopédia que li de cabo a rabo quando o Google nem sonhava em existir. Quero ver se acho algumas imagens e elas me ajudam na viagem que preciso fazer à minha infância...
Volto se achar alguma coisa legal... 

Achei um  foto que me remeteu imediatamente aos velhos livros que me deram tanto a conhecer... 
A coleção marfim de quinze volumes.
Sempre nas alturas, sempre precisando de um adulto para me alcançar um volume.
O que eu mais gostava era do 12, que trazia brinquedos e brincadeiras que podiam ser feitas com materiais recicláveis, numa época em que não se falava em reciclar. 
Fecho os olhos e  consigo ver os livros aqui comigo. Só não consigo ver a pessoinha pequena que os lia. Onde e como eu li? Como não consigo me lembrar disso? 
Enquanto estiver ansiosa por lembrar, não vou conseguir.
Vou dar um tempo aos neurônios. 
Trabalhem aí e me tragam respostas. Eu espero!!
Enquanto isso vou tirar esse creme do cabelo e enrolá-los com os negocinhos... sem nenhum calor excessivo. Estou empenhada em deixar esse cabelo bem forte para as mechas de dezembro. 
Angela, estou cumprindo nosso trato, na medida do possível...
 

sábado, 12 de outubro de 2013

O Pedro mexeu na configuração da Sky e perdemos o sinal. Tenho que agendar uma visita técnica e paga por ela. Maravilha... Hoje estou brava com ele.
Vou tentar pela última vez resolver sozinha... se não conseguir, lá se vão R$ 39,90 de assistência.

Não há de ver que consegui. Eu sou foda (estou eu de novo pedindo desculpas pelos palavrões).



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Estou bastante agitada, mas dormindo bem.
Algumas tonturas me fazem lembrar que abandonei o remédio sem gradação alguma.
Logo esse sintoma passa e meu organismo volta ao normal.

No mais, as coisas andam tranquilas...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013


Desculpem os palavrões, mas não resisto ao Porta dos Fundos e esse vídeo é muito engraçado. Quando eu for na minha próxima sessão, vou lembrar disso, certamente...
 

Eu me enrolando aqui, com a maior preguiça de descer para fazer minhas horas atividade.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Estou meio mal humorada hoje.


Amanhã PG com o Fernando... 
Mais uma semana  sem quinta-feira light.







terça-feira, 8 de outubro de 2013

Parei com o remédio, não estava me fazendo nenhum efeito. 
Não estou me sentindo tão ansiosa assim. Tenho dormido bem e a noite toda.
A única coisa que preciso controlar são as múltiplas tarefas que estou fazendo ao mesmo tempo. 
Vou começar a me policiar em relação a isso.

Os conselhos de classe acabaram, por sorte. Amanhã a vida volta ao normal.

Essa semana é de festa lá na escola do Pedroca. Cada dia uma  atividade diferente. Ontem gincana. Hoje cabelo maluco. Na agenda o recadinho da profe: Mamãe tivemos cama elástica e o Pedro tirou a meia e não sabia qual era sua meia. Se a meia foi errada, favor me avisar. 
Claro que a meia estava errada, mas mais que isso. Ela estava fedida. Tadinho do outro menino. Tão pequenino e já com um chulé de gente grande.




Quando se está feliz de fato pelo caminho que se seguiu, não é preciso olhar para trás...
Olhar para trás indica dúvida e dúvida não é felicidade plena.
Nesses momentos, pare, sente no chão e reavalie as decisões. 
Só vale a pena ser humano se usar o instinto e a inteligência juntos. Do contrário vai pegar o caminho errado e ficará andando em círculos.



Estou lendo um livro fantástico:
"Lembro-me de um ano que nossa comuna tentou plantar amendoim em pequenos pedaços de terra, mas a safra foi decepcionante. Depois da colheita, um grupo de meninos mais ou menos da minha idade - 6 ou 7 anos - foi para o terreno plantado, levando pás e cestos de bambu, na esperança de encontrar, como fazíamos com os inhames, alguns amendoins perdidos. Depois de horas e horas de busca, o resultado foi quase nenhum. Mas eis que um dos meninos descobriu, nos limites do terreno, um buraco de rato. Que sorte para um bando de garotos famintos! Ele começou a cavar imediatamente. Ficamos todos em volta dele, como que atraídos por um ímã. Ratos sempre estocam alimentos para o inverno daí o misto de excitação e inveja com que observávamos a cena. Estávamos todos de pé, porque se acreditava que ajoelhar ao lado de um buraco de rato fazia o túnel desabar e desaparecer. O menino cavava o mais rápido possível, com o traseiro para cima. Várias vezes quase perdeu o túnel, bloqueado pelos ratos. Então, vimos que havia ramificações em direções diferente, com três pontos de armazenagem: um de amendoins descascados, outro de amendoims meio descascados e um terceiro de amendoins com casca. Os ratos, porém, não foram encontrados. Provavelmente, tinham uma rota secreta de fuga.
O menino de sorte levou para casa quase meio cesto de amendoins. Secretamente, fiquei com pena dos ratos que tinham perdido a comida. Afinal, eles também poderiam morrer de fome no inverno. "Mundo cruel" eu pensei, "em que crianças competiam com ratos por comida." (pág. 24)


Querido neto leitor, esse livro estará lá na nossa velha estante.
 Leia, menino, você vai se encantar como sua vó está encantada.