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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pensa numa pessoa cansada. É isso aí... assim que estou.
Um pouco de dor de cabeça e muita dor na bacia são os resultados de faxinar a casa.
Coloquei muitos brinquedos dos meninos para doação. Uma menininha que perdeu todos os brinquedos com a enchente dos últimos dias passou por aqui e carregou boa parte dos brinquedos. Fiquei feliz de poder ajudar, Acabei pegando até uns bichinhos de pelúcia que nem eram para dar. 
Terminei o dia cortando grama. 
E agora a cabeça lateja, mas estou bem...  Dores físicas: ah se todas as dores fossem apenas físicas...
Hoje lembrei na vó Gilda. Do dia que veio aqui em casa e me disse que graças a Deus eu tinha estudado, do contrário estaria trabalhando de doméstica para sobreviver. Como se por acaso só exista essa opção na vida. Sempre que estou fazendo serviços domésticos lembro de suas palavras. 
Não gosto de arrumar casa, aliás detesto, mas quando começo, realmente faço bem feito e se por acaso eu tivesse que ganhar a vida sendo doméstica, seria a melhor doméstica possível. Engraçado que minha vó podia ter dito qualquer coisa sobre todas as injustiças que a marion me fez passar e no entanto a única coisa que me disse é que eu tinha que agradecer por ter estudado.

No livro, encontrei a página com as técnicas para domar os pensamentos, mas o estranho é que leio, leio e não entendo nada direito. Ou ele está me enrolando, ou meu cérebro fechou meus neurônios num quartinho escuro. Vou continuar lendo e se caso eu não consiga concluir algo de útil, vou conversar com a terapeuta. Alguém há de me ajudar a interpretar o texto. Augusto Cury, não me decepcione mais uma vez... 
Fora essa parte confusa,  restante do livro foi bastante interessante. O livr está na lista dos mais vendidos da Veja.

Como eu gosto desse padre... vale a pena ver a entrevista inteira. O livro é maravilhoso... li alguns anos atrás e vou precisar ler essa nova edição.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Por que autoestima? Oras, pelo simples fato de que se estamos bem conosco e isso significa amor próprio e não egocentrismo, estaremos prontos para enfrentar os desafios emocionais que nos são impostos. 
Vivemos numa época de relacionamentos e pessoas superficiais, onde nos decepcionamos o tempo todo com os outros, porque estes não são ou fazem aquilo que queríamos, porque eles são mais importantes do que nós em suas vidas. Ficou confuso? E é mesmo confuso. A regra básica do amor é fazer bem ao outro para assim se sentir igualmente feliz. Mas quem diz que alguém está interessado em apostar primeiro para ser feliz depois? As regras do jogo mudaram. Só faço feliz, se receber em troca. E se do outro lado a pessoa pensa igual, está feito o estrago. Nossos relacionamentos estão pautados em nós e dane-se o outro. Mas claro que se alguém perguntar, respondemos que não. O outro é importante, é mais importante que eu. Mas eu sei que não é verdade.
Por isso a autoestima precisa estar sempre em primeiro lugar, as chances de cairmos em ciladas criadas por nós mesmos é muito grande.  Tenho pensado nisso há tempos, quero falar sobre isso para tentar mudar um pouco a minha situação. 
Por enquanto vou trabalhar a autoestima para que ela não se torne em egocentrismo, depois quero deixar a autoestima e vou fazer a opção pelo amor ao próximo.
Percebam que estou dizendo que vou me amar primeiro num amor de verdade e só depois vou buscar amar os outros. Isso já faz sentido para mim tem algum tempo. Só posso dar o que tenho.
Não sei se estou sendo clara. é bem provável que não. Mas para mim é claro. 
Terminei o ano de terapia com uma sugestão óbvia: Fuja do lugar que te faz pensar.
Estou ansiosíssima para contar para a terapeuta como fugi. É no mínimo cômica a forma que fiz isso. Mas não me arrependo. Acredito até que foi bastante produtivo para o meu desenvolvimento emocional, embora ainda me apareceram alguns sintomas da ansiedade. Nada comparado a uma crise, mas consegui perceber que se eu não estiver atenta o tempo todo, minha mente me dá um nó e eu caio em crise novamente. 
Continuo lendo o livro e tirando algumas boas lições. Acho que já é hora de estabelecer algumas metas mais ousadas. 

Comecei uma faxina do teto ao chão e estou bastante exausta. Um pouco pelo cansaço natural de fazer uma limpeza assim, outro pouco por ver que minha ajudante me enrola muito no quesito limpeza. Fui a sua casa e confesso que fiquei ainda mais irritada. Sua casa é limpa. Porque a minha não é?
Sobre minha ajudante ainda tenho que dizer que me incomodo com sua forma de lidar com sua família.. Ah se eu estivesse em seu lugar...
Bem, não vou entrar em grandes detalhes, mas apenas um último acontecimento:
Ela tem 3 filhos e 3 netos, No fim da semana passada nasceu mais uma netinha e até sexta-feira ela não tinha ainda ido vê-la. Falei com ela sobre deixar as coisas ruins de lado e ir ver a netinha ela argumentou que não vai se apegar mais aos netos para depois ouvir suas malcriações. Ela está gravemente ferida por uma briga que já tem alguns meses e que já parecia ter sido superada. Talvez ela faça tudo isso para aparecer como vítima e até pode ser mesmo, mas para mim ela é mais uma egoísta. Seu ego é mais importante do que um bebê. Seus sentimentos são mais valorosos do que os de uma mãe que acabou de dar a luz. Suas lembranças e seus traumas são mais importantes do que seus laços de família. 
Discordo dela em tudo. E se antes eu sentia pena, agora me sinto desconfortável. Sei que ela precisa de cuidado, mas quem poderia ajudá-la?
Olha para sua história e me coloco em seu lugar: Nunca que vou arriscar o amor dos meus filhos, noras e netos. Eles são sagrados para mim. 
Me imagino fazendo uma roupinha de tricô cor-de-rosa para minha netinha linda e penso que não pode haver momento mais maravilhoso que pegar minha netinha no colo e ver nela os traços de minha família. Nesse dia vou perceber que tudo o que passei valeu a pena.
Enquanto escrevo isso, veio a minha memória a história da Ana Terra, do Tempo e o Vento... Tanto sofrimento e no fim, lá no finzinho a recompensa que apaga o resto.
Ah, antes que me atirem pedras por ter falado de neta, só fiz menção a uma menina porque a minha ajudante teve uma netinha, evidentemente que meu neto-leitor, seus irmãos e primos serão igualmente amados e esperados com amor pela vovó aqui. Pena que isso deva demorar um pouco. Estive pensando que meu primeiro neto deve vir pelo Fernando e se ele continuar sendo esse menino responsável, isso só vai me acontecer daqui uns 15 anos ou mais. O Gui, apesar de ser o mais velho, não dá mostra de querer filhos. Espero mesmo que ele mude de ideia, mas também não quero que me venha com filhos da adolescência. É muito maluco imaginar o que vem pela frente. Como será nossa família, como estaremos daqui a 15 anos...
Se hoje estou me curando é para poder chegar bem até lá. Quero dar aos meus netos tudo o que recebi tão brevemente dos meus avós. Quero que se lembrem de mim quando forem adultos e esbocem um sorriso de felicidade. Só assim minha vida terá valido a pena.

Preciso parar com meus devaneios porque vou assistir a um culto. Queria ter ido a igreja, mas como estou só com o Pedro tenho medo de andar sozinha na rua. Na última vez fiquei bastante apreensiva na volta e um rapaz andarilho mexeu comigo. Vou espera o Gui, ele de certa forma me protege... E tem cuidado especialmente de mim. Quero falar do meu briguentinho que no fundo é uma adorável manteiga derretida...

"Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma..." Clarice Lispector



Se quer encontrar uma resposta, procure-a dentro de você. Sua intuição é sua melhor aliada. Ninguém estará mais do seu lado do que você mesmo...



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Temos que falar urgentemente de autoestima. Faremos isso logo, por hoje vou deixar um texto para reflexão. É importante que a nossa estima própria esteja bem para poder aceitar o que vem da vida. Só assim temos a garantia de que não vamos sucumbir quando nos passa uma rasteira a pessoa que achávamos que sempre nos levaria no colo.

Temos algumas coisas importante para pontuar. Mas vamos deixar para falar disso uma hora em que eu esteja menos cansada e sem dor na bacia.
A viagem foi bastante conturbada. O Fernando ficou doente e tive que ir para o UPA com ele. Foi algo desgastante. Graças a Deus o meu nerdzinho melhorou.
Começarei uma faxina geral aqui em casa... preciso me desfazer de uma porção de coisas... reciclar!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Hoje estou especialmente feliz. Minha amiga voltou para o seu cargo de secretária da escola.
Ela perdeu o posto no ano passado depois de todas as tentativas da gestora consumir comigo. Como ela não obteve nenhum êxito em mim, foi atacar outras pessoas. Entre várias pessoas, a mais atacada foi a secretária da escola. Me senti muito culpada pela perda do cargo, embora a Jô nunca tenha dito nada sobre isso. Ficamos mais amigas na verdade. Foi ela, inclusive, que chamei para fazer o cerimonial de formatura que ficou maravilhoso.
Falei brevemente sobre minha sensação de culpa numa das sessões de terapia. Foi ruim de vê-la esse ano trabalhando cheia de problemas e faltando no trabalho por razão dessa imensa injustiça. 
Ainda tenho muito que pensar sobre as minhas reações em relação a gestora que me causa asco.
O que sinto por ela, nunca senti por ninguém, nem mesmo a marion. Todas essas sensações me preocupam porque me ferem, mas não é de mim que quero falar, é da Jô.
Como a sua substituta não aguentou a pressão do cargo e fez várias burradas não teve outra opção se não abandonar o cargo, não sem antes deixar o núcleo perceber que a troca de secretárias tinha sido motivada por questões estritamente pessoais, o que denigre ainda mais a imagem que se tenta passar. Fico feliz, pois o tempo, nesse caso específico, contribuiu positivamente.
Pena que no primeiro dia de reunião tenho terapia, não queria perder de ver a cena da gestora toda poderosa tendo que engolir a empáfia e assumir publicamente sua ignorância já velha conhecida de alguns de nós, mas que agora será escancarada a todos. Pena mesmo eu não poder estar.
Mas só a felicidade de saber que minha amiga voltou para o lugar de onde não deveria ter saído já me basta. 
Gosto de saber que o bem acaba sempre vencendo no final.
E nós continuamos de olho!!


No mais o dia correu tranquilo, os meninos vieram e já encheram a casa de barulho e alegria. O Pedro que não gostou muito de dividir a atenção da mãe. Meu pequeno é bastante ciumentinho. Acho isso um charme...

Hoje estou bem contente, vou até sair do regime e comer uma carolina de chocolate... não sem antes deixar uma frase: 

É praxe dos incompetentes acharem que estão fazendo um bom trabalho, mas daí vem o tempo e mostra a realidade.

Pronto, já estou com água na boca, sabem lá o que é se privar dos doces? Hoje esqueço tudo. Um brinde a justiça!!

Praia, me espera que tô chegando!!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nossa, quanto tempo. Nunca fiquei tanto tempo sem aparecer por aqui, mas as férias são realmente surpreendentes. Desfazendo malas, refazendo malas...
Esses dias de ar puro, cheiro de mato, rio, silêncio e paz me fizeram muito bem. 
Amanhã será um dia de correria, mas de felicidade: Os meninos chegarão logo cedo e teremos um dia gostoso juntos.
Sexta, praia... que maravilha!
Falei que era só passar o fim de ano que tudo volta a ficar bem?! Bem, aquilo que dá pra ficar bem, ficou!
Sempre tem algumas cobrinhas do pensamento que insistem em me acompanhar... malditas cobrinhas.
Falando nisso, preciso dizer que comecei e já estou bem avançada na leitura do livro "Ansiedade - O mal do século" do Augusto Cury. Devo confessar que li alguns livros deles e achei-o meio óbvio. Empaquei no "Vendedor de sonhos", mas esse é muito bom. Não tem nada de autoajuda, é um livro bem técnico na área médica. Estou ansiosa para chegar na página mágica onde ele dá a receita de como se livrar dos pensamentos ruins. 
É claro que eu sei que não vai haver essa página e por isso já me decepciono um pouco. Mais uma vez vou ver que eu terei que continuar tomando minhas próprias atitudes  para me livrar da ansiedade e do pensamento acelerado. 



Agora pouco, quando cheguei em casa, tive um momento de estresse, minhas revistas ainda não haviam chegado. Pela 3ª vez, liguei para a editora Abril e já nem me lembro o tanto que falei. A culpa é deles, mereciam ter ouvido o que falei. Mas tenho uma leve impressão de que exagerei na dose, algo como descontar em alguém um outro motivo... Me senti meio frustrada por isso, embora 4 semanas de irregularidades nas entregas seja mesmo impossível e inaceitável. Tudo o que eu queria era cancelar as assinaturas, eles me convenceram do contrário. Eu sempre quero que os outros me convençam do contrário. Tudo que eu mais quero nessa vida é não estar certa...


Amanhã vou a igreja com meus 3 lindos filhos. Isso é o mais importante na vida!


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

 Mais um poema de Fernando Pessoa... tão profundo e tão revelador de mim quanto o outro...

Não sei quantas almas tenho
 
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Fernando Pessoa

"A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta"... essa frase também é de Pessoa. Ela e a poesia explicam de forma sutil a realidade que vivo nesse momento. Comecei o ano com poucos planos, mas com a certeza de que as mudanças urgem. Preciso traçar algumas metas para que as mudanças se concretizem. Pensei nesses dias que meus últimos 10 anos foram bastante conturbados. Preciso me desfazer dessas coisas todas... Minha próxima sessão só no mês que vem. Terei que ir me virando comigo mesma. Mas estou confiante... preciso estar.

Estou novamente loira, ainda bem... Meu cabelo estava horripilante, mas agora tudo voltou ao normal... e isso me deixa muito, mas muito feliz. Eu me sentia vulgar com as mechas. Gastei uma pequena fortuna por elas e não gostei nada, sem dizer que precisei fazer milhares de hidratações até que meus fios conseguissem resistir a uma nova química. Eles resistiram, os que ficaram, ao menos por enquanto. Espero que a praia não seja o derradeiro fim dos cabelos longos. Estou com certo medo.
As vezes me incomodo com minha vaidade, acho que não devia pensar tanto nisso, mas como não estou fazendo mal nenhum a ninguém e de certa forma isso contribui para minha autoestima, não deixo de certas futilidades que me fazem bem.