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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sinto como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros. Estou  mais leve.
Vou levantar, tomar um café e trabalhar um pouco...minha manhã de folga vai ser engolida pelo meu trabalho atrasado... tudo bem... 
Tenho um trabalho, uma profissão, um ideal... e isso é bom!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tem muitas coisas que me perturbam, mas algumas tem um dom especial de me chatear. Uma delas é o fato de eu não poder contribuir para o bem de pessoas que eu amei. Me sentir inútil, ou de mãos atadas me magoam muito.
Por que eu não posso fazer alguma coisa? Me deixa ajudar! Deixa eu cuidar de você... eu posso te proteger... quantas vezes eu disse isso e  não pude fazer nada? Quantas?
Lembro minha adolescência, quando eu tinha um namoradinho, desses namoricos bobos sem a menor importância. O nome dele era Sergio, tinha 14 anos como eu e diziam as más línguas que cheirava benzina. Não sei, nunca vi qualquer alteração nem ele me ofereceu qualquer coisa... Fato é que a Marion me proibiu terminantemente de namorá-lo. Proibir um adolescente é o mesmo que incentivá-lo. Continuei o namoro e fui sendo punida de todas as formas por causa disso. Desde apanhar diariamente com um ferro, até ser proibida de ir à escola terminando com a minha fuga e a culminando com a minha ida para Maringá.
Talvez hoje não seja o momento de falar de tudo isso, porque o que me motivou a escrever hoje foi a minha fragilidade em ajudar as pessoas... quero correr o tempo desse assunto para o dia em que voltei pra casa depois de ter passado 2 dias na casa da minha professora de português que se chamava Lya e era mãe de dois amigos meus. 
Quando minha "mãe" foi me buscar se fazendo de preocupada com meu sumiço, quase acreditei que de fato ela queria o meu bem, mas foi só chegar em casa e perceber o que realmente ela tinha para mim.
Meu quarto estava as avessas e uma mala velha continha as poucas coisas que ela me permitiria levar embora. Já estava traçado o meu destino: Casa do pai. Maringá.
Minha reação foi pegar uma caneta e começar a escrever do que eu estava sentindo. Me lembro de dizer que nunca usei, nem usaria drogas e que me sentia muito triste por minha "mãe" não acreditar em mim. 
Eu dizia ainda que meu desejo era, quando adulta, trabalhar em uma clínica para dependentes químicos. Dobrei aquela montanha de papel e coloquei entre as telhas do telhado que apareciam no meu armário daquela casa triste da rua da Glória. Certamente quando fui embora meus escritos foram achado, porque era essa minha intenção mesmo e ridicularizados como tudo o que eu fazia era ridicularizado. 
Não me lembro direito, mas me parece que alguma vez depois minha irmã comentou que a mãe tinha chorado ao ler o que eu escrevi. De que me adiantariam suas lágrimas, eu precisava de amor, proteção e cuidado e isso ela não me deu.
No dia seguinte meu pai viria me buscar... dois dias depois eu estaria em uma outra cidade, numa outra vida e com o Sérgio eu só voltaria a falar uns 15 anos depois, quando ele me achou no Orkut. 
Era um namoro, de fato, sem a menor importância... mas nas mãos da Marion se transformou num pesadelo sem tamanho. O Sergio não tinha dado certo na vida ainda, tentou vários empregos e começou várias faculdades... quando nos falamos ele cursava Letras... ele seria professor de português como eu e a professora Lya... Coincidências da vida... 
Ele me contou que no passado se sentiu muito assustado com o que houve e que não sabia o que fazer e eu apenas o confortei dizendo que ele não tinha sido o complicador de nada... o que tinha acontecido, aconteceria por qualquer outro motivo... a vontade da Marion já tinha se definido e o Sérgio só foi o degrau oportuno e necessário. 
Ele ficou feliz por ver que não teve culpa... nunca mais nos falamos... 
Mas eu nunca soube se ele usava benzina, nem nunca trabalhei em clínica de reabilitação... 
Mas tive outros momentos em que me envolvi com dependentes químicos e não os pude ajudar...
Comecei escrevendo em lágrimas e ao lembrar da história do Sérgio fui me acalmando... nem vou continuar falando hoje... 
Quero falar do Fábio, meu colega do IAP que morreu de overdose. Fiquei sabendo de sua morte pelo Jornal Nacional, foi horrível... e o que eu fiz por ele? NADA... 
E do Marcos Zampieri, o superman do IC que também já faleceu vítima de complicações com uso de drogas e que não pude fazer nada para ajudar... que merda de gente que não vê que as drogas trazem a morte! Que merda de gente que não se deixa ajudar!
Tenho medo que meus filhos se envolvam com drogas... e eu não possa fazer nada... Deus do céu, que medo!
Angústia e profunda tristeza!

terça-feira, 29 de maio de 2012

"O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem." Clarice Lispector


Meus alunos do 3º ano estão apresentando trabalhos de literatura. Uma das meninas passou um vídeo fantástico com o Paulo José interpretando o texto que postei acima...
A arte tem a sutileza de nos confortar, confrontar, afligir, instigar...

Não estou bem hoje, cansada demais e com cólica... já no meio da tarde tracei os planos para hoje: banho quente, lanche, uma bolsa de água quente e cama... vou assistir novelas sem me preocupar com nada... delícia, preciso descansar... dormi muito tarde ontem... as ideias me aparecem no lugar do sono... mas fico feliz, afinal, seja a hora que for, elas me aparecem... 
Cheguei do trabalho com os planos de descanso bem idealizados, mas ao pôr os pés em casa já tive que atacar de conciliadora... o João Guilherme e o Fernando tiveram uma briga que não tenho ideia por que começou... nesses casos sei perfeitamente que a culpa é do Gui... ele sempre provoca, agride e maltrata o Fê. Fico muito brava com isso. Resultado: fiquei mais estressada e cansada do que já estava e tive que resolver o problema. Minha vontade era de dar meia volta e ir embora daqui... não tenho essa opção. Resolvi o problema.
Agora já está tudo bem e posso retomar meus planos da tarde... 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O diabo é o pai da mentira (João 8:44)

Nunca entendi muito bem quando me diziam isso na igreja, na verdade eu sempre achava que era uma besteira. Mais uma das que a igreja inventa pra manipular os fiéis. Hoje começo a ver que eu estava completamente enganada. Aliás fiz muitas escolhas baseada na minha ignorância... Se eu pudesse voltar no tempo, deixaria de agir sem pensar... Lamento que a sabedoria só venha com o tempo... o tempo de sacanagem de novo...
Quero me deter na mentira. Essa praga que aterroriza e destrói tudo. Que faz a gente se perder nela e por isso se perder da vida... Pra mim a verdade por mais dura e cruel é mais tragável que uma mentira. 
Existem muitas frases que dizem isso. 
Eu não sei ao certo em que momento da vida decidi que não iria mais mentir. E tenho feito dessa escolha o carro chefe da minha vida. Confesso que não é fácil. 
Tentar não mentir ou não mentir mesmo, as vezes é complicado... mas mentir é ainda pior. 
A mentira, por mais bem feita, sempre deixa pontas que facilmente serão encontradas, e uma vez encontradas podem destruir estruturas que pareciam inabaláveis. Se não as destruir, certamente lhe exigirá outra mentira que a sustente e assim quando deixar suas pontas, serão duas ao invés de uma, e sucessivamente assim, até que sejam 10, 20, 200... 1000 e quando descobertas devastarão tudo, até o amor... o tão lindo e frágil amor humano.
Quando decidi que iria me casar com o João, a Rita, tentando me dissuadir de tal ideia aconselhou-me de que eu precisava olhar mais atentamente para o João, porque fazer uma escolha dessa exigia muita cautela, afinal as pessoas não são o que parecem ser. Ninguém conhece de fato alguém... Ela estava absolutamente certa... Mas eu, com pensamento de jovem dona da razão que sempre tive, pensei: Se ninguém conhece ninguém, por que vou perder meu tempo analisando algo tão duvidoso. E na dúvida optei em casar... errei
Engraçado que na hora da separação o conselho foi o mesmo... é melhor ficar com esse, afinal você já o conhece um pouco, e tentando argumentar me repetiu exatamente o conselho de anos antes... errei de novo.
Conhecendo mais gente e sofrendo pelas escolhas erradas que fiz, admito que ela estava profundamente com a razão. 
Os seres humanos são umas caixinhas de surpresa, capazes de nos aterrorizar e de nos comover... só depende deles e das mentiras que resolvem contar.
E conforme as mentiras vão criando suas teias, elas nos enfraquecem de tal forma que só mesmo Deus pra nos livrar... E que alívio que dá de saber que O meu Deus me livra desse mal a cada dia...
Estou me recordando da história do caso Isabella Nardoni. 
Uma menininha de 5 anos que foi atirada pela janela do 6ºandar do prédio de seu pai. Nunca vamos saber o que realmente aconteceu, o pai e a madrasta foram condenados, embora se dissessem inocentes. Uma tristeza maluca o que a mãe da menina passou, pela perda da filha e pela dúvida que terá para sempre. As provas foram irrefutáveis, o silêncio dos assassinos... a mentira imperando, mesmo perdedora... destruída e destruidora... 
Todos mentiram e para manter suas mentiras tiveram que incluir mais pessoas e mais mentiras...
E por mais que aparentemente unida, a família estava destruída. 
Que felicidade há nisso?
Oras, se nos unimos ao mentiroso, viveremos em angustia infinita. Uma hora será a vez dele nos enganar também... E movidos por essa angustia e pela mentira estaremos tão enfraquecidos e perderemos o melhor da vida... 
No caso dos Nardoni, todos perderam, todos, absolutamente todos!
Acho que entendi por que optei pela verdade... na verdade não fui eu que escolheu, mas Deus escolheu por mim.  

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra (Salmos 34:8)

E se é Deus que está no comando é porque somos Seus filhos... e não há nada que possa nos atingir a ponto de nos destruir... 

Ele é o caminho, a verdade e a vida!

Hoje estou ainda mais feliz do que ontem, embora cansada!

domingo, 27 de maio de 2012

Hoje fiz uma boina, estava precisando sair dos joguinhos... ontem chegou a formigar minha mão de tanto ficar na mesma posição... 
Quando começo a ter vontade de fazer meus artesanatos é sinal de que a tempestade já passou... adoro ver as coisas se transformarem nas minhas mãos... os fios, as tintas, os papéis...
Em junho tenho um evento da escola que vou produzir, não vejo a hora...
Nossa, como me sinto feia em fotos, tirei várias e nenhuma me agradou de fato, essas máquinas digitais acabam com a gente. Ou seria o tempo? Verdade seja dita: estou envelhecendo e não gosto de pensar nisso.
Bom, estou feliz, hoje é dia de alegria... nada de pensar em coisas ruins...
A semana tá começando... respirando fundo, indo em frente!!

Aniversário do Fernando, acordei cedo para preparar um café bem caprichado e acordá-lo. Ninguém pôde me tirar o primeiro sorriso dele nesse dia que é tão especial. Eu sei o quanto ele esperava por esse momento de ter um dia especial... e está tendo. 
Ontem foi almoçar com o pai, hoje tem um monte de pequenos agrados da mãe... E assim a gente é feliz!

sábado, 26 de maio de 2012

Esses dias que os meninos saem com o pai, me deixam tristes, imagino porquê. 
É como olhar para o passado e ver que não dei conta dele.
O João e a Rose trouxeram muitas frutas e legumes da fazenda, é sempre uma festa quando eles veem carregados com coisas naturais... Se eu pudesse teria uma horta aqui em casa. Amo ver a terra nos dar o alimento... vê-lo crescer... acompanhar o ciclo da vida vegetal. 
Mas me dá uma tristeza... 
O João descascou uma poncã (preciso fazer um estudo sobre como se escreve isso) para o Pedro e ficou cuidando dele dentro do carro com um carinho que me angustia... Não consigo nem descrever, nesse momento, a dor que me causa... Imagino porquê estou assim, mas não posso falar disso agora... me dói!
Talvez seja por que eu me sinta ainda culpada pela separação, talvez seja por que eu queria ter uma família completa de novo, talvez não seja nada disso ou ainda tudo isso junto...  não sei!
vou tratar do almoço para o Pedro. Volto mais tarde, mais calma, mais em paz!