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domingo, 8 de julho de 2012

Já dei bolo de novo, mas ontem acabei me entretendo com o Pedro. Ficamos brincando e vendo vídeos... quando ele me deu uma folga, eu precisava usar para descançar mesmo. Passamos o dia todo debaixo das cobertas. Acho que agora resolveu fazer frio de verdade.
Há pouco, fomos ao mercado...  o vento estava muito gelado. Tive que tomar o remédio quando cheguei. Meus ouvidos já estavam doendo novamente. Mas estou melhorando... Sinto isso!
Ontem digitei o nome do meu pai no google e como resultado fui direcionada ao Jusbrasil... li algumas coisas e pude ver que meu pai foi exonerado por corrupção envolvendo transporte ilegal de carne. Me lembro perfeitamente que tinhamos muita carne em casa, e embutidos também. Mas confesso que fiquei aliviada, pois eu achava que poderia ser com carga muito mais proibida... não era droga, graças a Deus. 
Acho que já escrevi que lá na casa do meu pais tinhamos os melhores e mais modernos objetos tecnológicos... Eu sempre desconfiei de que ele "ganhava" tudo isso.
Ontem vi que ele está se escondendo, a sua conta de luz estava em nome da minha irmã May Bell e que o oficial não conseguiu encontrá-lo no endereço... uma vizinha disse que ele está morando em Londrina... me parece que todos os mal caráteres do mundo estão morando por lá.
Eu achei incrível ter conseguido essas informações daqui de casa... não existe mais privacidade... a justiça está gradativamente se virtualizando e todos os processos estão a disposição de quem os quiser ver... por um lado isso é bom... mas para os criminosos é bem complicado... Todo mundo vai saber o que eles cometeram... Adeus as aparências... 
Ou somos de fato o que dizemos ser, ou a internet vai nos desmentir... isso é ótimo!
Vou continuar pesquisando. Quero encontrar mais coisas sobre meus ancestrais... vou traçar um perfil deles... mas tenho que admitir que começo a entender que ter saído de lá me fez mais bem do que mal.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tocou essa música no filme... tenho uma saudade danada do tempo em que eu ia aos cultos na igreja presbiteriana e cantava... Essa canção mexia de forma profunda comigo... me arrepiava toda...
Coisas boas também ficaram no passado.
Me lembro do Rhory ter me pedido para gravar um cd com músicas do Adhemar de Campos e eu voltar a ouvir a canção depois de tantos anos... a música mexe intensamente comigo...

Título da postagem

 



Hoje pela manhã coloquei música em som alto para ouvir, eu gosto muito... 
Não sei exatamente quando comecei a gostar de MPB, mas verdade é que amo esse tipo de música.
Durante alguns anos me recusava a ouvir outra coisa que não fosse MPB... hoje em dia estou mais maleável. Consigo ouvir rock clássico, rhythm e blues... mas continuo implacável com funk e axé... 
Pra mim, uma música só é boa se a letra é boa... se o cantor é bom...
Aliás quero deixar bem claro que qualquer música que posto aqui tem uma profunda ligação comigo, no momento que estou vivendo ou que já vivi.
Se meu neto for de fato escrever o livro, quero que cuide especialmente desse detalhe.
Estamos vivendo um momento em que as músicas fazem sucesso pelo ritmo... suas letras, ou não dizem nada, ou falam putaria... já chega que tenho que conviver com pessoas assim... me dou o direito de pelo menos escolher minhas músicas.
A música do vídeo acima é do Flávio Venturini... o artista que mais gosto.
Estava pensando sobre nossos gostos. Como será que as pessoas estabelecem seus gostos? Por que deixamos de gostar de algumas coisas e passamos a gostar de outras? 
Vou ler algumas coisas sobre isso... depois faço um resumo.

Tive que tomar remédio ainda hoje... dor e calafrios... espero que amanhã esteja melhor.
Preciso parar... o Pedro ainda não dormiu e está passando um filme interessante:   Quanto vale ou é por quilo? - Sérgio Bianchi

 Lazaro Ramos está entre os atores que gosto muito... um trecho do filme.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estou melhorando, mas ainda tive febre hoje a tarde.
O Pedro está aqui do meu lado, tentando dormir... nem ele consegue dormir, nem eu consigo escrever... Ele sente falta dos irmãos... os meninos falam com ele ao telefone, todos os dias...
Depois que conversam, vejo que ele fica mais tranquilo.
Ele está numa fase lindinha, fala e a gente não entende... repete e continuamos não sabendo... Daí ele nos pega pela mão e nos leva até o que ele quer. 
Apesar de estar grudado comigo o tempo todo, não pegou gripe... é um menino saudável.
Come de tudo, em boa quantidade...
Se interessa por leitura. 
Não me lembro se escrevi aqui que esses dias o Fernando estava lendo e o Pedro repetia... uma graça de vê-los sentadinhos no sofá, um ao lado do outro lendo.

Hoje fiquei esperando uma amiga e uma vendedora de roupa que não vieram. A amiga se convidou para tomar café e mesmo assim não veio... pior é que nem me ligou para avisar ou se desculpar... mas o que me faz escrever isso é a minha sensação de angústia pela espera... oras não tenho o menor interesse na presença delas, mas ter que esperá-las me causou algo ruim... fiquei ansiosa... pouco, mas fiquei.
Aí, sentada no sofá ficava atenta aos barulhos de fora... parei várias vezes o que estava fazendo para olhar pela janela... é uma sensação que me irrita... como já tinha passado demais da hora normal, tomei um chá e fui tomar banho... peguei o bolo e levei na casa da minha vizinha... fiquei lá com ela e pronto... 
Sou ansiosa com tudo... relatei isso para demonstrar que até coisas idiotas me deixam assim.

Ontem, Fiquei meio chateada com uma colega.
Ela tem uma filha adolescente que tem uma bebê cujo pai não lhe paga pensão. Então a colega estava nos contando que ela só está esperando o dia dele ser preso. Eu perguntei se ela já tinha entrado com o pedido da pensão... ela disse que não e eu, achando que estava ajudando a esclarecer um equívoco disse que no caso dela não ter entrado com ação de alimentos, não tinha como ele ser preso... recebi uma resposta tão grosseira... por que será que não aprendo a não conversar com gente tão grossa??
A colega deu uma resposta em voz alterada: "falar é fácil, difícil é estar na situação... eu queria ver o que fariam se estivessem na minha  situação"
Ah tá, o fato de eu não expor minha vida pra todo mundo não me faz uma alienada falando de coisas que não tenho nem noção... respondi apenas: "falo porque vivo na pele essa emoção"
Não houve mais nenhum diálogo...
É como digo sempre: quanto mais se berra, menos se tem a falar
O dia de ontem foi pesado... conselho de classe o dia todo... muito falatório que não vai dar em nada e  a hipocrisia correndo solta. 


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Continuo doente, mas agora estou de férias e isso é o que importa!
Amanhã quero falar sobre alguns problemas da escola.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estou em contagem regressiva para as férias, não que eu não goste do meu trabalho, mas minha garganta está muito ruim e me sinto cansada... preciso dormir até as 10 horas ao menos um dia. 
Não será um tempo longo, na verdade será uma semana e meia, mas ao menos é uma semana e meia. 
Hoje comprei própolis... extrato e spray... ou melhoro dessa garganta ou melhoro... mas mesmo assim vou marcar uma consulta com um otorrino, tenho tosses horríveis no inverno...

preciso usar as férias pra ver o que faço em relação a palhaçada do Rhory... agora ele resolveu não pagar mais pensão... Me dá uma raiva de saber que  ele não se preocupa nem em cumprir sua obrigação financeira com o Pedro...

Fico imaginando como vai ser quando o Pedro perguntar pelo pai ou quando tiverem os preparativos dos dias dos pais ou ainda quando ele sentir inveja dos irmãos que têm um pai presente... 

Muitas vezes preciso pedir perdão a Deus pelos sentimentos que me afloram... não quero me destruir com sentimentos negativos... 
Sei que Deus, a seu tempo, vai conduzir cada passo e que não há necessidade de sofrer por antecipação.

O Gui e o Fê já estão na fazenda... nos falamos diariamente... eles estão felizes... e eu estou feliz por eles...

domingo, 1 de julho de 2012

Faz alguns dias que não escrevo. Primeiro por que estou cheia de coisas da escola para fazer. Últimos dias do bimestre. O outro motivo é que não me sinto motivada para escrever.
Por incrível que pareça nesses dias, não tenho vontade de escrever. Eu já tinha uma leve impressão de que isso poderia me acontecer. Se não estou em crise, meu passado não me machuca. Me parece muito maluco, mas estou concluindo que se estou passando por problemas, meu passado vem pra ajudar a me deixar mais para baixo ainda. Vou tentar refletir melhor sobre isso.
Quando chegar a algo mais concreto, vou colocar em palavras. 
Sexta, quando estava chegando no Jd das Araucárias, olhei para cima e vi uma árvore de nêsperas. Como é interessante o que me acontece frequentemente em relação a observação. Passo várias vezes por um mesmo lugar e não percebo alguns detalhes que muitas vezes são óbvios.Quando os percebo fico admirada por não ter percebido antes. É estranho isso, pois sou muito detalhista e pego as coisas rápido... como me escapam algumas coisas? Esse meu cérebro é meio estranho...
Voltando as nêsperas: 
Frutinha meio feiosinha de cor amarela. Faz poucos anos que descobri que se chamavam nêsperas e que são frutas do inverno. Na minha infância, se chamavam ameixas amarelas e eram deliciosas. E elas me remetem ao Parque Pinheiros.
Essa frutinha é muito comum aqui na nossa região. Mas diferente do que estão aparecendo na foto, as "criolas" são manchadas e tem uns pelinhos, iguais aos do pêssego. Quando verdes. são extremamente ácidas e quando maduras são bem docinhas.
 Não sei se meu primeiro contato com as nêsperas foi no Parque Pinheiros, mas é a ele que minha memória remete. Era um condomínio muito grande, tinha até escola e eu e a Gisele frequentávamos.
Eu tinha cinco anos nessa época.Sei isso, porque foi alí que tive sarampo. Era 1980.
Sobre o sarampo falo outra hora.
Essa foto tirei do google earth. Da minha memória tenho outra imagem da entrada, mas são 31 anos que me afastam do Parque Pinheiros. 
Vivi feliz nesse lugar, me lembro de passear no bosque, comer frutas do pé e levar uma mordida de cachorro na palma da minha mão. Tenho a cicatriz até hoje. 
Da escolinha não lembro da professora, mas das historinhas que ouvia e dos lanches me lembro bem. Outra coisa que me ocorreu é que eu não queria ir para a escola, não me lembro disso de fato, só lembro da Marion falando que eu inventava que estava com dor de cabeça para não ir à escola. Pode sr verdade, mas não sei, afinal eu gostava muito dos passeios e das historinhas. 
Quando íamos ao bosque, seguravamos em uma corda, meninos de um lado e meninas do outro. Tinha um menininho chamado Rodrigo que sempre queria ir ao meu lado.
Fui anjinho em uma peça de natal, fiquei horas com bobes no cabelo e quando soltaram, era como se não tivesse feito nada. Meu cabelo era super escorrido e pesado. Acho que essa foi a primeira vez que fui ao cabeleireiro para fazer algo diferente. 
Da apresentação não me lembro nada.
Do apartamento lembro que não era muito grande, a cozinha era escura. e meu quarto ficava de frente com a cozinha. 
Me  lembro de ter comido rabanada ali, algumas vezes. 
Um dia, quero ir passear nesse lugar para recordar.
Uns 4 anos atrás fui visitar a vó Gilda e andei pelo Alto da Glória, passei em frente ao colégio que estudei, ao Sidarta, a loja Pequenas Coisas e entrei no Mercadorama. Eu estava sozinha e pude me deter as sensações que todos esses ambientes etavam me causando. Sinto saudade dos lugares e das pessoas que fizeram parte do meu passado. 
Quando me apresentei para a dona da loja Pequenas Coisas, ela me disse que se lembrava perfeitamente bem de mim, e eu dela... quando saí, chorei...
Não sei nada do que aconteceu com ela durante os 20 anos entre nosso último encontro e o reencontro, mas para mim era como se o tempo não existisse e eu ainda era a menininha que corria na lojinha para comprar porcarias com o dinheiro que o vô Horst sempre me dava. São essas pequenas coisas da vida que me fazem falta... eu poderia ter crescido e me tornado amiga dela, mas sempre fui retirada da cena...
O nome da loja me parece uma metáfora interessante agora... certamente seu nome tenha sido escolhido pelo literal mesmo... é até hoje uma loja que vende de tudo desde que seja de tamanho pequeno... Vou achar uma foto de lá agora!
Putz, esse google é foda mesmo... consegui a foto do lugar  em menos de 3 minutos.
Ninguém mais se esconde nessa terra... 
 Pequenas Koisas, com K, porque será? Eu certamente perguntei para os donos, mas não me lembro do que responderam. Eu só sei deles que tinham um filho e trabalhavam em família. Legal é saber que permanecem alí por tantos anos e depois de tantas mudanças. 
Estou procurando outras coisas no google, vou ficar por horas entretida com isso, já posso imaginar...
Vou ilustrar meus textos com fotos dos locais, sempre que puder...

PS. Algumas informações foram acrescidas quando eu já tinha terminado o texto. As memórias resolveram aparecer tardiamente... hoje dei uma chance para elas, mas nem sempre volto para escrever as coisas que me apareceram depois.