Real Time Web Analytics

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amanhã começam as reuniões pedagógicas para o segundo semestre.
De verdade, que eu queria não falar nada, conseguir me controlar e não abrir minha boca uma única vez sequer. Me prometo tentar.
 Consegui passar todos esses dias descansando e sem grandes preocupações, posso dizer até, que estou pronta para o próximo semestre.
Terei um novo 3º ano e isso já me alegra bastante... Espero que essa turma seja mais fácil do que a anterior.
No restante, as turmas serão as mesmas e isso também é muito bom... gosto especialmente dos 8º anos A e D...

Vou colocar o Pedro para dormir... sentirei falta de passar o dia todo com ele, amanhã.
Seria muito bom, se eu pudesse ter mais tempo com meus filhos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma boa música, um cobertor e as lembranças daquilo que faz a vida valer a pena... é o que temos para hoje... nem tudo está perdido nesse frio!!!
Estou embaixo das cobertas, junto com o Pedro, o frio está uma loucura. Para piorar está chovendo...
Os termômetros  estão marcando 11ºC, mas a sensação é de muito menos. 
Estou com a mão gelada, pra mim o frio está insuportável.
O que me conforta é o fato de que estou de férias ainda, por pelo menos mais dois dias.
Engraçado que eu fico imaginando o que vou escrever e quando venho escrever, não me lembro o que tinha me proposto. 
Eu trabalhei domingo e ontem fiscalizando alunos no vestibular, o trabalho é muito monótono, mas o dinheiro que ganhamos é bem legal e faz valer a penas as 3 horas e meia que ficamos andando de um lado para o outro e tomando cafezinhos que me tiraram o sono na madrugada de segunda.
Demorei até encontrar a causa da minha insônia, visto que estou tranquila e sem nenhum estresse. 
Mas descobri que os 6 cafezinhos e mais a coca-cola do jantar me fizeram passar a madrugada inteira assistindo TV.
Já coloquei o sono em dia... 
Vou fazer um pouco de tricô e ver um filme... aproveitando o pouco que me resta de descanso...

sábado, 14 de julho de 2012

Tive que dar muita risada hoje pela manhã. 
O Pedro estava assistindo desenho, quando resolveu ligar o computador. Eu deixei, acreditando que assim, eu poderia mudar de canal e assistir algo mais interessante, mas o garotinho é uma figura rara. Assim que percebeu que eu havia mudado, mais do que depressa pegou o controle e voltou para o seu canal e olhando para mim disse "tinha", o que na língua dele significa bostinha.
Não consegui nem achar ruim...
Como pode um piazinho de 2 anos já ter vontade própria, saber trocar de canal e xingar quando é contrariado? 
O Pedro demorou para andar e está demorando também para falar, mas na questão de raciocínio ele me parece mais ligeiro do que os seus irmãos. Talvez isso se deva ao fato de ele estar em contato com pessoas muito mais velhas que ele. O Fernando incentiva a leitura e os números. Eles ficam lendo juntos, já o Gui só ensina as porcarias que por hora são muito engraçadinhas. 


Minhas férias já estão no fim, amanhã e segunda vou trabalhar no vestibular, não que eu ache legal, mas o dinheiro é interessante e estou precisando. Na quarta-feira retornamos para o 2º semestre. Foi-se as férias. Deu pra descansar um pouco, mas não tudo!

Acordei com muita dor na cabeça e nos ombros. Tomei remédios, mas ainda não estou bem. Já marquei médicos. Estou envelhecendo... que triste!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A gravidez do Fernando foi bem mais tranquila do que a do Gui, não tive nenhum enjoo e já estava bem mais resolvida comigo. Não me senti feia, também não cortei o cabelo.
Eu estava fazendo faculdade, cursando o 2º ano quando fugi de uma aula para ir a um laboratório fazer o exame... 
Fiquei bem contente com a gravidez. Mas um dia, numa das muitas brigas, o João disse que era maldita a minha gravidez. Me lembro de ter chorado muito nesse dia. Muitas vezes o João falava coisas extremamente agressivas, que me doiam profundamente.
Eu preciso repensar meu casamento. Olhar as coisas como elas aconteceram de fato.
É engraçado como o tempo e as novas experiências apagaram coisas que foram importantes na minha escolha pela separação. Na época eu tinha convicção de que estava certa, coisa que mudou com o tempo. Hoje me sinto culpada por não ter me empenhado em corrigir os erros. Mas, sei que eu não estava absolutamente certa, assim como não sou apenas culpada do término do meu casamento. Reorganizar os fatos será importante para eu encerrar esse assunto em mim.
O Fernando nasceu no final de maio, eu fui à faculdade até os últimos dias. 
Como tinha feito cesárea antes, nem pensei duas vezes e agendei o dia do parto logo no início.
Sofri muito quando voltei pra casa, depois do nascimento do Gui, não queria mais passar por isso... 
No 3º mês de gravidez, levei minha agenda na consulta e disse para o Dr Luiz Antonio que queria que o parto fosse no dia 27 de maio. Ele não me deu a menor atenção, mas eu escrevi na minha agenda... Em todas as consltas eu reforçava o que eu já tinha decidido, mas ele sempre dava uma desculpa para não aceitar o que eu tinha decido. Foi assim até que ele cedeu e o Fê nasceu dia 27 de maio de 2002. 
Escolhi essa data, pois era véspera de um feriado e assim a Rita poderia vir ficar comigo tão logo eu saisse do hospital. E deu certo. No dia que eu saí do hospital ela estava chegando para passar alguns dias comigo e foi muito bom tê-la aqui em casa... me senti protegida. 
Eu tinha uma família completa... 
Depois perdi quase tudo... só me restaram os filhos...
Os filhos...
Fiquei com o melhor... 

terça-feira, 10 de julho de 2012

As férias estão muito boas, estou podendo descansar bastante. Ainda tenho um pouco de mal-estar logo após o almoço, mas já sinto que estou melhor...
Estou fazendo muito tricô, terminei meu casaco... achei que ficou bom, vou tirar uma foto dele assim que o vestir.
Ontem uma amiga veio aqui em casa trazer a lã que tinha combinado de trazer na quinta... aquela que fiquei esperando com bolo... ela falou nada sobre o furo, nem eu...
Tudo bem, ontem, de castigo, não ofereci nada.
Me trouxe uma lã para fazer-lhe uma blusa... o vermelho era horrível... uma mulher com mais de 45 anos com aquela cor ficaria muito feio... ela percebeu que não gostei e ficou insegura. Tentei reanimá-la, mas resumindo, ela me pediu que trocasse... e como me perguntou quanto eu ia cobrar e eu respondi que não ia cobrar nada ela achou por certo que tinha que fazer mais uma blusa para a filha... oportunismo puro
Fiquei com dois trabalhos... não terei tempo de fazer uma blusa para o Gui, como prometi...
Mas tudo bem... 
Por isso e por mais algumas coisas que não gosto de receber favor de alguém... As pessoas sempre arranjam um jeito de nos cobrar... 
Essa amiga se ofereceu para me dar caronas quando vou ao Jardim... não é bem uma carona, pois moro para um lado e a escola é para outro... mas tudo bem, não vejo problemas nisso, vejo apenas como os seres humanos são... como eu também sou... tá tudo certo! 
Vou fazer da melhor maneira que puder... posto os modelitos prontos, depois.

domingo, 8 de julho de 2012

Três meses depois de ter me casado, fiquei grávida. Era exatamente isso que eu queria. Naquele momento era assim que eu pensava. Tinha um marido, uma casa e precisava de um filho... Me precipitei, mas não me arrependo.
Quando confirmei a gravidez, me senti feliz... achando que agora tudo estava completo na minha vida
Eu tinha tudo o que sonhava em ter.
Durante a gravidez me senti horrível. A barriga só apareceu quando já estava de 6 meses, afinal os enjoos me fizeram perder muito peso nos primeiros meses. O médico tratava como gravidez de risco... mas tudo foi tranquilo até a hora do parto.
Quando estava com 8 meses, fomos convidados para um casamento. Quando fui ao salão para me arrumar, tive a infeliz ideia de cortar os cabelos bem curtinho, imitando a Cláudia Raia. Fiquei com a cara de uma bola de basquete... nunca me senti tão feia como naquele dia. Para piorar ainda mais, mandei fazer um blazer e uma pantalona que me deixaram com uns 20 anos a mais do que eu tinha.
Achei que não voltaria mais ao meu peso normal... estava enganada.
Parei de trabalhar, exatamente 15 dias antes do parto.
Como a ideia era esperar que o bebê chegasse a seu tempo, ficamos aguardando. Eu tinha um telefone celular para poder avisar alguém, caso estivesse sozinha em casa.
No dia que o Gui nasceu, o João tinha vindo tomar café da tarde comigo e eu perguntei o que ele queria comer no jantar, imaginado que tudo seria normalmente igual aos dias anteriores, mas não foi.
Assim que ele saiu, fui ao banheiro e percebi uma manchinha de sangue, logo comecei a sentir uma dorzinha. Resolvi dormir um pouco para descansar, imaginei que eu tivesse exagerado em alguma atividade daquele dia.
Quando o João voltou a noitinha eu estava deitada e com muita dor.  Mesmo assim eu não achava que tinha chegado o dia.
Para mim, o ideal era que o Gui nascesse no dia 5 de outubro e não 30 de setembro. Que adianta ter planos? pra nada... o dia tinha chegado...
A dona Anália ficou comigo até que o João voltasse do colégio... ele não tinha terminado o Ensino Médio, embora estivesse com 23 anos.
Quando ele chegou, as dores estavam mais intensas, era hora de ligar para o médico.
O dr Luiz Antônio mandou a gente ir para o hospital que logo ele chegaria também. 
Eramos, eu, dona Anália e o João feito 3 tontos sem saber o que fazer e com medo... Seu Valdomiro nem se deu ao trabalho de ir conosco ao hospital. 
Deixamos um cheque na portaria (hoje é proibido por lei]) e subimos para a internação. 
Logo apareceu uma senhora pequenininha que se chamava Terezinha e se apresentou como parteira. Não posso classificá-la como uma pessoa agradável ou simpática... nunca mais tive o desprazer de reencontrá-la, mas o que vivemos naquele dia ficou guardado na minha caixa de memórias. 
Fui conduzida a uma sala para preparação... fui desagradavelmente depilada e me fizeram uma lavagem intestinal... então entra em cena a pequena Terezinha.
"O dr já está vindo e pediu para que faça um exame de toque para ver como está sua dilatação"
"Relaxe, vou introduzir meus dedos para ver como está."
"Nossa, vai demorar. Você não tem dilatação quase que nenhuma, ainda."
O toque foi de uma indelicadeza... ela me fez levantar e ir andando para o quarto, dizendo que isso me ajudaria a ter dilatação. 
Quando o dr chegou, repetiu o toque e constatou que não estava de acordo, mas as contrações estavam constantes, menos de 1 minuto entre elas... eu gritava de dor.
Fiquei algum tempo assim, até que o dr resolveu estourar a bolsa e forçar o parto
lá fui eu para a salinha de parto. A Terezinha ficava dizendo que eu tinha que forçar para que o bebê rompesse a bolsa..."Força"... "Força"... "Vamos, menina, faça força"...
Nada de consegui... então o Dr estourou a bolsa. E imediatamente se desesperou dizendo que precisava da sala de cirurgia. E eu ali parada sem saber o que acontecia... A Terezinha agora gritava para que eu não fizesse força... "Pare de forçar"... "Pare, menina! Seu filho não pode sair assim"
"Você quer que o seu filho morra?"
O Dr me explicou que havia um problema, que o cordão estava enrolado no pescoço do bebê e que se ele descesse, seria enforcado. Portanto era necessária uma cesárea... No corre-corre ele tentou auscultar o bebê e não conseguiu ouvir nada... Eu, a essa altura já estava em pânico e chorando. Implorei para que o Dr cuidasse da gente... o Dr Luiz Antônio era muto amoroso comigo... me sentia protegida por ele...
Já na sala de cirurgia, ainda ouvia a Terezinha berrando comigo... foi então que perdi minha paciência, me virei para ela e disse: "Cale essa sua boca, porque não estou forçando nada, ou você acha que eu faria alguma coisa pra prejudicar meu filho? Não há nessa sala alguém que queira mais do que eu que tudo acabe bem!" Não ouvi mais a voz dela nesse dia.  Só a ouvi novamente no dia seguinte quando foi até meu quarto me pedir desculpas porque ela estava nervosa na noite anterior. Desculpei e nunca mais a vi.
Depois do corre-corre tudo deu certo, a cirurgia correu direitinho, apesar de ter passado um pouco do tempo e o Gui ter ingerido liquido com mecônio.
Fui pro quarto e dormi até a manhã seguinte. Me trouxeram o pequeno bebê doze horas depois, e eu não sabia nem o que fazer. Ao mesmo tempo que queria cuidar dele, tinha medo. Eu e o João choramos muito quando ficamos só nós 3. 
Ganhei muitas flores, já no hospital... minhas amigas do trabalho foram me visitar, o Edvaldo mandou flores, parentes do João também apareceram por lá. 
O Gui nasceu nos primeiros minutos do dia 1º de outubro... se não no mesmo dia do pai, ao menos no mesmo mês.