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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Hoje tem reunião com os pais agora a noite.
Arrumei o cabelo e fui a sensação da escola... todo mundo comentando e elogiando...
Os cabelos cresceram bastante... logo vou cortá-lo, mas por enquanto vou aproveitar...
Estou com dores na bacia novamente.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mega cansada e com umas 3 viúvas no olho esquerdo, pra variar. 
Única coisa boa é que amanhã é quinta.
Conversei com o menininho... incrivelmente ele se abriu comigo... pude perceber um alívio dele ao conversar, como se estivesse compartilhando com alguém a sua dor... mas uma dor que ele nem sabe direito que é dor...
Ele contou que a mãe foi embora uma noite que ele estava dormindo na casa da vó. Nunca mais voltou. Também contou que a mãe mandou uma carta para eles dizendo que um dos irmãos mais novos não era filho do mesmo pai e que o pai para tirar a dúvida fez DNA. Um menininho menor que o Fê cheio que histórias difíceis. 
Não entendo que uma mãe abandone seus filhos dessa maneira.
Sem nenhum contato, nenhuma notícia... nada.
Se o menininho quiser, serei sua amiga... e quando estiver mais velho vou contar-lhe a minha história para que saiba que há vida e paz, mesmo depois de tanta dor.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Estou com dor de garganta novamente, começo a me preocupar com isso. Amanhã vou marcar uma consulta com o otorrino. Preciso cuidar da fala, ver como andam minhas cordas vocais.
Mas o que está me incomodando, realmente, hoje é outra história.
Mandei um bilhete para a mãe de um aluno, pois o menininho me parecia muito desorganizado e não fazia as tarefas nem em sala, nem em casa. Hoje quando me trouxe o bilhete assinado, facilmente percebi que era uma falsificação. Peguei o caderno, sem falar nada e desci para confirmar minha suspeita, mas nem precisei, pois o piá veio atrás de mim e confessou que  tinha assinado o bilhete. Pensei que se tratava de mais um dos tantos que enganam a gente, como enganam os pais... um menininho de 11 anos já mostrando falta de caráter.
Mandei que voltasse para a sala e pedi para a pedagoga ligar para a mãe do aluno. A conversa me deixou profundamente triste e com pena desse menino e da tia dele. 
Na verdade, não era mãe, como eu tinha colocado como vocativo do bilhete, era tia. 
A mãe foi embora e deixou os 4 filhos, dois desses ainda bebês. Nos 5 minutos que conversamos, mudei radicalmente meu pensamento sobre o menininho. Sua tia me contou que antes do abandono o menino era outro, mais ativo, mais alegre, mais produtivo. Agora se tornou um menino apático, medroso e sofrido... Combinei com a tia um encontro para podermos ajudá-la.
Voltei pra sala com um nó na garganta e com uma pena desse menino. Eu sei o que ele sente.  Cheguei perto dele, coloquei minha mão em suas costas e falei baixinho que depois a gente conversava, só pedi que ele entregasse o bilhete para a tia.
Preciso não pensar nessa mulher que abandona os filhos, não sei suas razões e não tenho o direito de julgá-la. Não é fácil, mas gastar tempo em pensar os motivos abomináveis que essa mulher teve só vai gerar sentimentos que vão machucar ainda mais essa criança. Na quinta-feira tenho duas aulas com ele, vou usar um tempinho para conversarmos um pouco... preciso mostrar pra ele que estou de seu lado... que sinto pela dor que ele sente e que estou aí para ajudá-lo se ele quiser.Que dor horrível ele está sentindo... Tão pequenininho...

sábado, 4 de agosto de 2012

O Gui me pediu pra fazer yakisoba. Nunca, na vida, que eu tinha feito, mas me aventurei e não é que ficou bom.
Nunca gostei muito de yakisoba, mas a receita que eu fiz ficou realmente uma delícia.
Com isso vou ampliando as minhas especialidades. 
Me sinto feliz de poder agradar os meninos.
A tarde vai ser preguiçosa, assistindo tv e dormindo... meus filhos comigo. 
Poucas coisas, na vida, são tão boas quanto isso.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Perdi a paciência pela manhã.
Levo minhas revistas para que meus alunos possam ler e deixo tudo dentro de uma caixa na sala dos professores, sem atrapalhar ninguém. Mas quando fui usar, cadê? Estavam com o nome da escola na estante da biblioteca, meio amassadas e sujas. Para acalmar os ânimos a diretora disse que ela tinha mandado as minhas revistas para a biblioteca... mas na verdade ela nem estava lá nas férias e cada um faz o que quer naquela escola... que saco!!! 
Como que vão tomando conta das coisas que não são delas... percebi que não tenho nenhuma paciência armazenada... quando me acaba a pouco que tenho, já era.
Às coisas que realmente precisam de cuidados, fazem vista grossa e se preocupam com idiotices.
A próxima palhaçada da escola é um concurso de beleza denominado de "GATO e GATA do AMANDA"
Juro que eu tento entender, mas não consigo...
Fazer um concurso cultural certamente dá mais trabalho do que fantasiar meia dúzia de meninos e meninas e fazê-los desfilar... valorizando exatamente aquilo que a gente critica... 
Definitivamente começo a pensar seriamente em sair dessa profissão... ano que vem vou estudar para concurso.
Ontem o Daniel se despediu da gente, largou as aulas para assumir o cargo de motorista da prefeitura de Carambeí. Salário de apenas R$ 200,00 a menos... isso é o que, mais ou menos, ele vai economizar com terapia e remédios anti-estresse ao longo da carreira enlouquecedora que vivemos.
Amanhã vou dormir até as 10:00hs, espero.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O que eu sinto, eu não ajo. 
O que ajo, não penso. 
O que penso, não sinto. 
Do que sei, sou ignorante. 
Do que sinto, não ignoro. 
Não me entendo e ajo como se me entendesse
                                                                                       Clarice Lispector
O mês de agosto começou com a corda toda.
De manhã tive alguns pequenos estresses com aluno que já me irritaram um pouco. Mas nada comparado com o que ouvi de um certo professor. 
Nos encontramos logo que o sinal tocou. Ele estava acompanhado de um outro professor. Eu seguia quieta, quando por pura educação olhei para eles... provavelmente fiz uma expressão facial que nenhuma relação tinha com eles e sim pela claridade. Suponho que tenha sido isso o motivador do comentário infeliz: "Roxana, você precisa ser menos amarga. Tá certo que sua história de vida não foi fácil." Ele não terminou a frase, porque o outro professor riu e disse que "amigo diz a verdade" e eu interrompi as duas sumidades dizendo: "Ah pare, só porque você é mais velho se acha no direito de falar de coisa que não sabe." Isso quando já estávamos na frente de muitos outros professores... vá tomar banho... que imbecil achar que tem o direito de se intrometer na minha vida... quando eu estava saindo o sem noção ainda me diz: "Tchau, Rô"... odeio que me chamem de Rô... as pessoas que me chamaram assim, me traíram muito.
Eu fico embasbacada com a semnoçãozeza de algumas pessoas... Se ao menos fôssemos amigos ou se ele tivesse alguma participação na minha vida, mas não... a única experiência anterior que tivemos foi no Instituto Cristão, onde ele foi meu professor de Geografia... As minhas colegas tiravam muito da cara dele... dizendo que queriam casar com ele... e ele não conseguia dar aula... eu ficava brava duas vezes. Uma pelo fato de as meninas não o respeitarem e outra porque eu não estava tendo aulas. 
Quando consegui um pouco de trégua ele entrava em debates comigo e outra colega que éramos as únicas que estávamos interessadas em  aprender alguma coisa e o respeitávamos.
Quando ele foi diretor, eu estava em começo de carreira e fui dar aulas na escola. Um dia pedi que ele interviesse numa turma, pois o barulho era imenso. Até hoje me assusto com o que ouvi. De cima de seus 1,80m ele gritou para a turma de 5ª série: "Bom gente, vocês precisam estudar, até pra ser traficante tem que estudar, se não vocês vão falir." 
foi bom falar disso, me senti mais leve, percebo que não há necessidade de estresse.
Eu sou muito mais do que uma pessoa amarga ou docinho... eu sou eu e me fiz do que tinha pra me fazer... nem melhor, nem pior que ninguém... apenas isso. 
E opinião é como bunda, cada um tem a sua... embora, tenha situações, que é bem feio ficar mostrando...
Puxa, como fico contente de poder escrever o que sinto... me acalma... me alivia...

Outra coisa chata do dia foi que almocei correndo para poder ir ao banco tirar o dinheiro da Mara, cheguei lá e o sistema estava fora do ar... que merda... perdi a viagem... perdi o resto de paciência que me restava, mas consegui não chorar... Coloquei uma música bem alta no ouvido e fui relaxando
A tarde foi mais calma... embora cansativa e a dor na bacia estivesse constante... 
Amanhã vou começar os exercícios que o Dr Carlos recomendou...                            
Estou aprendendo a conhecer meus sentimentos... e começo a progredir nas ações para manipulá-los... 
Tudo é aprendizado... até tropeçar nas pedras...
Amanhã é quinta... folga pela manhã... maravilha!!!