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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Na mesma semana que aconteceu o "incêndio" em Piraí do Sul estávamos jantando em casa quando o telefone do Moacir recebeu uma mensagem. Ele curioso, logo viu do que se tratava. Quando perguntei, me respondeu apenas que era sua ex mulher cobrando a pensão. Sua feição mudou e logo percebi que ali tinha algo mais que isso. 
Terminamos o jantar e quando estávamos assistindo jornal pegue seu celular para ler a mensagem. Ele me disse que tinha excluído, mas como percebi que estava bloqueado e com senha, exigi que me desse para ler. Fui taxativa como, depois, não consegui mais ser. 
- Ou você desbloqueia esse celular, ou pode pegar suas coisas e ir embora daqui, agora mesmo!
Antes de me entregar o celular, veio com algumas desculpas que antes fortaleceram do que dissiparam minhas dúvidas.
Não lembro ao certo o que disse, mas a minha mão estava preparada para receber o celular. Eu estava ao lado da porta. Foi a primeira vez que me alterei com ele, mas não posso dizer que brigamos, pois ele me entregou o telefone e se sentou na cama esperando que eu tirasse minhas conclusões.
A mensagem era de uma mulher, e falava de querer encontrá-lo... pena que eu não lembre ao certo seu conteúdo.
Ficamos um bom tempo discutindo sobre o que tinha acontecido, ele inventou muitas desculpas. Me mandou ligar para um outro bombeiro, falei com este e até com a mulher. Xinguei-a. Ele continuava parado jurando inocência, a mulher tentou me acalmar, para evitar complicações e o outro bombeiro para apagar o fogo que estava surgindo me encheu de certeza de que a mulher era louca e que o Moacir era apaixonado por mim. Acreditando que estava sendo injusta com ele, dei por encerrado o assunto. Fomos dormir em paz.
Mas eu não estava em paz. Na manhã seguinte fiquei repassando tudo o que tinha acontecido, e a mim me parecia que a história não estava bem contada. Alguma coisa não se encaixava. 
Engraçado, que foi nesse momento de dúvida sobre sua fidelidade, que resolvi assumir publicamente nosso relacionamento, quando deveria ter feito exatamente o contrário. Isso me lembrou o que aconteceu no meu namoro com o João. Tomei uma decisão no calor da dúvida e escolhi o que racionalmente não deveria ter escolhido. Vou pensar muito ainda sobre isso.
Conversei sobre o ocorrido com minha ajudante, que não sabia o que dizer, talvez ela tenha achado que eu estava vendo chifre em cabeça de cavalo. Não estava. O cavalo tinha um chifre e era enorme...
Mas o tempo é fenomenal, foi apagando toda a angústia e a alegria voltou a reinar por mais algum tempo.

Dê ouvidos a sua intuição, ela está do seu lado, sempre.


Pensei que relembrar dessa parte da minha vida me traria algum desconforto, me enganei.

O que me entristece é outra coisa
é outra pessoa...
é outro momento...
mas vai passar...




Adoro essa música!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Essa fase boa do nosso relacionamento durou 8 meses e posso dizer que foram os 8 melhores meses da minha vida. Eu tinha alguém com quem podia contar, um grande amigo, um parceiro maravilhoso para conversar e namorar. Nos dávamos bem em tudo. Um completava o outro. 
Ele me contava suas angústias e eu ouvia com entusiasmo. Também contava as minhas e recebia muito carinho e sempre ele terminava me abraçando e me fazendo sentir amada e protegida como jamais eu havia me sentido. 
Lembro de um fim de semana que assistimos o filme "Dois filhos de Francisco", me encantei com o homem sensível que estava comigo. Cheguei a acreditar que Deus tinha me presenteado... ele terminou o filme em lágrimas, estava visivelmente emocionado.
Quando não estava no quartel, estava em casa fazendo pequenos reparos ou plantando, ou cortando grama, recolhendo cocô de cachorro...
Não tinha vícios, não saia sem mim... tudo era perfeito demais.
Ou era eu que via assim...
Foram poucos os sinais que tentavam me clarear a ilusão.
O dinheiro sempre foi contado aqui em casa, então se eu guardava um dinheiro dentro de algum pote, eu sabia exatamente que estava lá e quanto era. Nessa época os meninos eram muito pequenos para se interessar por dinheiro, então quando me sumiu uma pequena quantia, estranhei. Perguntei para minha ajudante que era de extrema confiança e ela não sabia. Achei chato, quase desnecessário até, mesmo assim perguntei se tinha sido o Moacir.
Tinha sido... me devolveu e disse que não pensou que isso me causaria alguma preocupação... mas me causou... Por que será que ele pegou algo que era meu, sem pedir? 
A partir daquele dia fui vendo que tudo que era meu já estava mudando de dono... mas ainda assim não vi problema nenhum nisso.
Outro fato que me jogou um clarão que nem percebi foi o episódio lasanha em sábado de amor.
O Moacir passou o dia trabalhando e combinamos de comer uma lasanha quando ele voltasse para casa à noite. Comprei os ingredientes e passei boa parte da tarde na cozinha caprichando no jantar. Quando ele chegou em casa, tomou banho e estava muito tranquilo... Tudo corria normalmente até que meu celular tocou e era do quartel. Estranhei, afinal porque no meu celular? Eu tinha telefone fixo... Por que não no telefone do Moacir? Foram perguntas que me fiz somente muito tempo depois.
A ligação era de emergência, estava tendo um incêndio em Piraí do Sul e precisavam de reforços... adeus jantar romântico... ou pelo menos até mais tarde... e fiquei com essa segunda opção até as 2 da manhã, quando minhas esperanças começaram a perder forças e as troquei por outros sentimentos e sensações...
Liguei para o telefone do Moacir muitas vezes e ele não atendia. Mandei mensagem e nada. Nessa época eu não sabia quase nada sobre a forma que os bombeiros se comunicavam em serviço, mas não era nada diferente dos outros mortais. Realidade: O bombeiro foi atender uma ocorrência grande e não levou nenhuma forma de comunicação com a base... Claro que para todos essas minhas dúvidas ele tinha respostas imediatas que me faziam parecer uma adolescente insegura e tola... me acalmei e continuei vivendo o conto de fadas, mesmo quando só consegui falar com ele no dia seguinte depois das 10 horas da manhã. 
- Oh amor, o que foi que aconteceu?
- Nada, ué, por quê?
- Como nada? Você sai daqui às pressas dizendo que logo voltaria, não atende as minhas ligações durante a madrugada toda e agora que são 10 horas está com voz de sono e me diz que nada aconteceu?!
- Meu amor, vida de bombeiro é assim. Não dá pra prever quando as coisas vão acontecer. Mas não se preocupe. Está tudo bem e quando eu sair daqui a gente conversa. Eu já falei hoje?
- Não!
- Eu amo você e tudo vai ficar bem, você vai ver.
E o que eu vi, na verdade não quis ver. A verdade voltaria a clarear nesse mesmo assunto alguns dias depois, mas naquele momento o que me movia era o desejo de ver meu maridinho novamente e bem. 
E foi exatamente isso que aconteceu.

Esse intitulo A luz da razão nunca apaga

Estou muito cansada esses dias. Voltei a ter dor na nuca, fui medir a pressão e não era isso... 11 por 8... tudo tranquilo.

Estranho tomar remédio e não passar a dor... agora está mais leve, mas presente... Deve ser pelo fim de bimestre... muitas coisas para corrigir... a cabeça sempre baixa.

Ganhei umas flores de uma aluninha, hoje... tão lindinha e melhor ainda foram as palavras da cartinha... tão dóceis. Ela me comparava a uma reunião de chocolates... Um versinho que nunca tinha visto...

Uns são intruidos a fazer uma carta me agredindo... outros sem nenhuma pressão me escreve com carinho... 
Preciso aprender a colocar na balança os bons e os maus momentos e ver que os bons são infinitamente mais...  Vou aprendendo... demoradamente vou indo!

Que venha o sábado! Tô precisando dormir... e já vou indo mesmo!


terça-feira, 11 de setembro de 2012



Essa noite acordei molhada. 
O Pedro tem se aproveitado do meu amor e na maior chantagem emocional tem me dobrado e dormido comigo muitas noites. 
Não sou tão radical como pensam... 
Um sorriso me dobra fácil. 
E sendo assim a molhadeira no meu pijama se deu porque o molequinho tomou muito suco antes de dormir e passou...
Levantei para trocá-lo e para voltar a dormir, sem que meus pensamentos ruins me tirassem o sono, assisti o primeiro vídeo que apareceu e tal não foi a minha surpresa de ouvir um lutador de boxe dizer uma frase bastante sábia.
Levantei e a escrevi na agenda, para não esquecer.

"Quando você guarda raiva do inimigo, você carrega ele dentro de você"
Minotauro

Fiquei pensando nela e concordo com isso...
Hoje foi o dia de fazer faxina interna, não quero carregar lixo... tenho coisas e pessoas muito boas para preencher minha vida...



Cansadíssima e me enrolei até agora.
Não estou com vontade de escrever mais nada... está muito calor... vou tomar alguma coisa e deitar
Amanhã volto ao episódio Moacir. 
Troquei a trilha sonora, afinal essa combina mais com esse momento...


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como são imprevisíveis os pensamentos humanos, ou pelo menos os meus.
Acordei e já me veio a cabeça uma agenda mental do dia. Repassei as principais ações e entre elas estava a necessidade de agendar com os alunos as avaliações bimestrais e daí fui conduzida a um sentimento de revolta que me fez voltar ao sofrimento do dia 31 de agosto, mesmo que meu lado racional já tivesse resolvido encerrar a dor.
Levantei e para não perder o sentimentos e as ideias escrevi na agenda algumas coisas.
Se deixasse para relatar somente no findo dia, certamente me esqueceria. Mas se veio tão forte, há de ter uma importância emocional que preciso conhecer... se quero me transformar, tenho que me saber.
Escrevi exatamente isso:
A prática do perdão não é tarefa fácil.
Meu organismo luta contra mim.
Me proponho uma coisa e ele trabalha em outra.
Oro pedindo sabedoria e mansidão e acordo com pensamentos que alimentam o desconforto, o ódio, a ira.
Ex. Alunos de 6º ano com professores que marcaram 4 provas num mesmo dia. Eu marquei com antecedência e remarquei, pois falei com direção e equipe pedagógica e nada fizeram. Eu digo que não quero que meus alunos apresentem trabalho porcaria e vou para o paredão.
Escrevi isso e fui correndo me arrumar para o cansativo dia. 
Diferentemente do que imaginei ao escrever, essa sensação me acompanhou o dia todo. Cheguei a comentar com uma pessoa sobre a dualidade existente em mim...
Quero ignorar, mas organicamente não ignoro e insisto em me lembrar de todas as coisas que a cada minuto aumentam consideravelmente meus argumentos.
Não quero ter nenhum tipo de sentimento, pois racionalmente sei que ignorar um ignorante é a derradeira vitória.
Quem disse que consigo? 
Ou não consigo, ou ainda não consigo.

Hoje a diretora da escola não foi trabalhar. Sem que eu tenha perguntado nada, ouvi algumas pessoas comentando que ela se deu a folga por se sentir cansada dos dias cansativos de organizar o desfile de 7 de setembro. Não a ví cortando um nada, nem pintando nenhum uniforme. Mas ela estava cansada...
Os professores que tiveram que abrir mão de preparar suas aulas ou corrigir suas provas para, em hora atividade, pintar, recortar, colar... esses não tiveram folga.
Eu não fiz nada... o pouco que ela me pediu, recusei... não preciso me envolver com coisas supérfluas enquanto tiver argumentos que me defendam... 
Ainda bem que não vivi o início do século passado. Certamente estaria em maus lençóis.
Mas agora é agora e a democracia está instaurada... posso falar do que penso... tenho liberdade para isso.
E por falar em falar... enquanto aplicava prova no período vespertino ouvi alguns absurdo vindos de outras salas... uma professora as berros tentava acalmar uma turma, outra professora pergunta se desceu a pomba-gira numa aluna e logo em seguida vem um "pare de encher o saco". O aluno que estava de frente comigo deu uma risadinha amarela e disse que as professoras estavam descontroladas. Eu nada falei, só dei um sorriso e continuei pensando na injustiça de ter sido exposta por tão pouco, apenas por ser uma voz de verdade em meio a tantos absurdos. 
Mas o que esperar desse mundo?

Jesus só fazia o bem e foi pra cruz... o que será que vai acontecer comigo que vira e mexe erro nas coisas?

Apesar da recaída de hoje, vou continuar empenhada em dobrar meu lado emocional. 


amanhã vou ao médico, consegui otorrino facilmente... mais uma falta... pena para os alunos que não tem culpa...



domingo, 9 de setembro de 2012

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Entendido?
Não sei precisar quando o Moacir passou a morar aqui em casa. Tudo aconteceu muito rápido.
O namoro era muito gostoso. Ele trabalhava 24 horas e folgava 48 e dessas 48, umas 20 eram destinadas exclusivamente a mim. 
Era só eu chegar do Socavão e tomar um banho e o Bombeiro já chegava. Vinha jantado. Ficávamos conversando por horas e horas. Nunca tinha vivido algo tão bom. Nos entendíamos em tudo e logo ele passou a dormir aqui. 
Era gostoso de ver como se relacionava com os meninos que o viam como um herói. 
Chamavam-no de tio-bombeiro. 
Mais um mês e ele já tinha acesso livre a minha casa e aí começaram alguns pequeno incômodos que naquele momento quase não me incomodavam.
Me lembro de uma manhã, enquanto ia para o colégio Vespasiano, de estar angustiada por  me ver sustentando  um homem. E logo em seguida me recriminar por ser tão egoísta e não pensar no homem maravilhoso que por alguma ironia do destino estava passando por um momento difícil na vida.
Nas nossas muitas conversas, ele me contou que tinha entrado num negócio agrícola que deu errado e que agora ele estava esperando chegar o fim do ano para colher um algodão e reerguer suas finanças. Seu salário se resumia em pagar dívidas e pensão. Um ou outro mês, me ajudou com R$ 100,00. Era pouco, mas era alguma coisa. Empurrei os maus pensamentos e tratei de ser feliz. Nessa época eu ainda era PSS, tinha emprego temporário e estava esperando ser chamada pelo concurso. O que, graças a Deus acorreu no   início de 2006.
Como logo ele passou a morar comigo, quando eu chegava empoeirada, ao abrir o portão ele se apressava em abrir a porta e me esperar de braços abertos, literalmente. Me puxava pela mão até a cozinha e me servia um café, ouvindo pacientemente os relatos enfadonhos do dia-a-dia de uma professora. Ficávamos alí por alguns minutos e então ele me convidava para assistirmos o jornal estadual. O que eu geralmente não fazia, visto que a necessidade do banho era imediata. 
Com 3 meses de namoro eu me estranhava de ter uma relação tão pacífica, não brigávamos por nada. Ele me agradava em tudo. Um certo dia, veio me contar que os colegas do trabalho o tinham convidado para um fim de semana de pescaria, e queria saber o que eu pensava. Disse que não conhecia os rapazes, mas que se ele quisesse, eu não iria me opor, embora seria ruim saber que ele preferia passar o fim de semana com os amigos e não comigo. Não falamos mais no assunto. Quando chegou o dia da pescaria ele não me disse nada e não foi. Quando perguntei o motivo, me abraçou e sorrindo docemente disse que preferia ficar comigo. 
Era uma rotina deliciosa. Um marido exemplar, um padrasto carinhoso e gentil... a vida estava sorrindo para mim e eu estava começando a me apaixonar. 

Intitulo Doce rotina. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Nossa, como está calor.
Fui levar o Pedro para tomar um lanche... Agora estamos parecendo dois bichos-preguiça...

Pela manhã pensei no que ia escrever. Recordando o dia de ontem e as coisa que me emocionaram nos últimos dias resolvi centrar em ser menos egoísta do que sou. Por egoísmo fiz essa escolha... se me fechar em minha visão, que para mim está 100% correta, vou acabar na cruz... 
As pessoas não querer ouvir a verdade, não querem ser verdadeiras, não sabem viver de verdade... 
Não sei se adianta ficar teimando... me angustio, adoeço e nada muda... 
Então, mudo eu...
Se consigo, é outra coisa. Deixo para ver isso mais pra frente.
Mas quero deixar bem claro que vou tomar uma atitude radical.
Não posso me irritar tanto como aconteceu agora pouco, por tão pouco.
Oras, se já sei que Fulano é hipócrita, o que posso esperar dele que não hipocrisia?
Idiota que sou de esperar algo diferente disso.
Sendo assim, paro... não quero a loucura... quero a lucidez... Quero esperar o bem vencer no final... 


Me separei em março de 2004 e em março de 2005 conheci o Moacir.
Eu tinha um amigo bombeiro, conversávamos pela internet com frequência. Foi a partir desse amigo em comum que o Moacir se aproximou de mim. Primeiro conversamos pela internet por algumas vezes e como não gostei dele, bloqueei o contato, isso era em outubro ou novembro de 2004. 
Em fevereiro do ano seguinte, por ironia do destino, sem saber desbloqueei-o e passamos a conversar diariamente, primeiro pelo msn e depois pelo telefone, até que ele ia entrar em férias e queria me conhecer antes disso. E veio aqui em frente a minha casa. 
Como no primeiro contato, aqui também não gostei dele.
Falamos pouco, trocamos um beijo e ele pegou meu telefone celular. Disse que ficaria fora por pelo menos 20 dias, pois estaria em viagem. Foi embora. Era domingo de manhã e eu vestia uma blusa de fio azul-turquesa com jeans. O cabelo estava bem curto. Ele vestia uma calça de tactel e uma camiseta velha e desbotada. No pé pequeno tinha um tênis feio. Sua altura era de no máximo 1,68m, embora, muitas vezes depois  ele sempre afirmasse ter mais do que 1,74m. Me lembro como se fosse hoje.
O primeiro encontro foi bobo e eu imaginei que não passaríamos dele. 20 dias era muito tempo. Com certeza ele se esqueceria de mim e eu estaria livre dele. Errei e errei feio.
Nessa época, Eu trabalhava no Socavão, tinha uma vida bastante corrida e cansativa. Mas estava vivendo a solteirice que não vivi no momento certo. Fazia um ano que estava só e não pensava em me casar novamente. Errei de novo.
Como ele tinha dito que me ligaria em torno de 20 dias após o encontro, foi com muita surpresa que recebi sua ligação já na terça-feira. E fiquei feliz. A vaidade feminina sempre foi meu fraco...
Combinamos um encontro para o fim de semana. Os  meninos passavam praticamente todos os fins de semana com o pai. Assim eu tinha tempo livre. Apesar de não acreditar que ele viesse, ele veio. Passou a noite na minha casa, mas não aconteceu nada entre nós.E foi assim por muitas vezes, até que de fato resolvi me relacionar com ele...
Nossos encontros eram sempre num dia do fim de semana, ele dormia a noite aqui, passava o dia comigo e ia embora antes que os meninos chegassem...
Nas noites de sexta  eu jogava tranca com o Sandro e passávamos a madrugada vendo filme e comendo petiscos que inventávamos.Também não me relacionava com o Sandro, embora eu saiba que os dois vinham aqui para isso. Quanto mais eu resistia, mais eles queriam vir aqui. Me lembro de ter contado minhas aventuras para uma amiga e esta me aconselhar a tomar cuidado. E hoje consigo ver que Deus estava me cuidando.
O Sandro sabia do Moacir.
Para mim, o Sandro era um amigo de verdade. Não me via namorando com ele. Eram ótimas nossas conversas, ficávamos horas falando sobre tudo. Ele é 4 anos mais novo que eu e isso me tirava toda a vontade de mudar nossa situação. Ele ficava bravo, mas não adiantava... Meu negócio a essa altura já era o bombeiro 10 anos mais velho. fiquei nesse joguinho de sedução até que terminaram as férias do bombeiro e ele me pediu em namoro. 
Aceitei  e assim passei a ter um namorado que me ocupava todas as noites dos fins de semana e da semana também. 
Achei que estava fazendo a coisa certa, acreditei em tudo o que ele me disse e estava confiante de que que chegara a hora de ser feliz e fui.

Vou contar essa parte da minha vida em capítulos. A de hoje intitulo Ingenuidade.