Ser mãe de adolescente é uma tarefa bastante complicada. Hoje tive um embate grave com o meu na hora do almoço e quando ele chegou do trabalho veio me pedir desculpa, mas não deu muito certo, afinal sempre que se tem uma outra intenção por trás de um gesto, o gesto soa falso. E bastou meia duzia de palavras, logo voltamos a estaca zero.
Tive uma conversa com o João, mas pouco resolve, afinal com palavras ele me apoia, mas com ações ele aprova o comportamento do Gui.
Estou sozinha nessa batalha. Ok, vamos a ela!
Estava sentindo sua falta, nobre leitor catarina... Bom que voltou.
Vem sempre, mas lembre-se que uns vão plantar o trigo, enquanto os outros já assaram o pão.
Enquanto estou escrevendo O Gui me aparece aqui perguntando se pode ir ao cinema na sexta. Com a maior cara de pau. Como se nada tivesse acontecido. Vai entender?
É Roxana, parece que chegou a hora de testar o amor incondicional...
Fora esse pequeno problema familiar, o trabalho está bem. Vou até representa a escola no CONAE, chique não?!?
As provas se aproximam, mas também se aproximam as férias... estou sedenta de férias...
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
terça-feira, 11 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
Música!Música! Música!
Amo... e quando posso voltar a ouvi-la tudo está devidamente onde deve estar.
Fim de semana de mãe.
No sábado fiz baião de dois e de sobremesa sagu com creme de baunilha. Comi demais, precisei dormir para passar o mal-estar. Sou tão parecida com o João Gualberto, que sofro dos mesmos males que ele.
Hoje preparei a tradicional Língua à francesa.
Se existe um prato que posso dizer que me representa é essa tal de língua.
Todas as pessoas que experimentaram sem preconceito adoraram.
Um dia desses vou postar a receita para que meu neto-leitor eternize minha especialidade culinária. Quero que muitas gerações de nossa família coma língua e se lembre da velha vó...
Gosto de ler sagas. De tanto que gosto, estou construindo a nossa...
Quem sabe meu neto-escritor seja um novo Érico Veríssimo...
Caso seja, quero que ele me narre tão forte como a Ana Terra e tão feminina como a Bibiana... O tempo e o vento...
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Me sinto muito bem... muito feliz...
Uma coisa quero que todo mundo saiba: A vida é uma mescla de bons e maus momentos e esse turbilhão de emoções são fruto às vezes, de nossas escolhas e às vezes não. O ideal é usar a memória para lembrar que a gente foi feliz e triste e vai ser de novo e de novo até que chegue o fim.
O ideal é ter isso sempre em mente nos dois momentos para passar por eles e sempre se tornar melhor do que era.
Seria moralmente insuportável me olhar e me sentir pior do que já fui... Gosto de me surpreender com minha infinita possibilidade de me tornar mais digna, mais humana, mais feliz sendo eu mesma SEMPRE...
Amanhã é dia de ser exclusivamente mãe...comidas, sobremesas, brincadeiras e muito amor...
quinta-feira, 6 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Eu gosto do meu quarto / Do meu desarrumado / Ninguém sabe mexer
Na minha confusão / É o meu ponto de vista
Ontem voltei para o step. Tá certo eu disse que estava cansada dele, mas entre step e uma academia forrada de gente fútil, optei pela chatice do sobe e desce, que pensando bem pensado, nem é assim tão chato. Eu é que estava insuportavelmente implicante.
É, estou envelhecendo... velho tem alguns direitos à reclamações, estou usando a minha cota, mas com moderação. Não posso me tornar uma velha rabugenta... Quem quer ter a família sempre reunida aos domingos, precisa exercitar a alegria de ver beleza até no que não é belo.
Um dos poucos flashs da infância em Curitiba é no quarto da Bisavó que morava em frente ao colégio Novo Ateneu. Só fui estudar lá depois de minha bisa ter morrido.
Não sei qual a doença que ela tinha, só sei que ela vivia deitada num colchão de água que fazia nossa alegria. Quando alguém fazia a higiene da bisa, aproveitávamos para brincar em cima da cama. Eu morria de medo de estourarmos e a água nos afogar. A alegria da brincadeira afugentava o medo e ficávamos todos juntos, um bom número de crianças.
No dia que a bisa morreu fomos até sua casa e só me lembro da marion dizer que a bisa estava fazendo uma festa de despedida porque ela ia embora para o céu. Nesse dia, as crianças ficaram todas no andar de baixo e não pudemos entrar na sala. Não lembro de choro, nem dos adultos, também não vi a bisa. Acho mesmo que era seu velório. Só sei que tinha uma empregada que estava conosco e nos fez dormir no quarto de visitas. Nunca mais vi a bisa e por muito tempo, achei uma sacanagem ela ir embora sem se despedir de nós, afinal ela era tão carinhosa e sempre nos fazia abrir a gaveta do seu criado mudo para pegar doces quando íamos visitá-la. Hoje não sei nem o nome dela...
Da próxima vez que for a Curitiba, farei uma visita ao cemitério onde estão enterrados meus avós e bisavós... Não gosto de ir ao cemitério, mas farei isso pela minha memória.
Quando eu tinha uns 11, 12 anos, quinzenalmente tia Leony nos obrigava a acompanhá-la ao cemitério para ela fazer a limpeza da capela da família e sempre sobrava para eu ir buscar água. Andar sozinha por entre os túmulos era apavorante. Eu morria de medo, mas nunca deixei que soubessem o quanto aquilo me afligia. Durante minha estada em Curitiba, por muitas vezes escondi o que realmente eu sentia.
Era ruim... Talvez seja por isso que, hoje em dia, esconder o que sinto é algo muito raro.
Até quando vou receber bombons de cereja? Eu não gosto de cerejas... Por favor, não me deem bombons de cereja...
Hoje na hora do almoço, precisei fazer uma ligação importante e quando isso acontece preciso ficar longe do Pedro, então fechei a porta da sala, deixando-o para o lado da cozinha. Depois do choro habitual de caçula que consegue tudo, ele começo a traçar planos para vencer a barreira que o afastava de mim.Tentou uma chave de armário. Não obtendo resultado, teve uma ideia.
Sim, o menininho já pensa...
Deu a volta na casa, pelo lado de fora e entrou pela porta da frente. Bem quietinho, sem um choro...
Gosto de ver que meu menininho tem iniciativa e busca solucionar seus problemas. Vê-lo pensar é algo que me encanta.
Tenho que parar por aqui, os meninos estão chegando e preciso me ocupar com eles...
domingo, 2 de junho de 2013
Ontem, acreditem vocês, não consegui encontrar nenhum filme interessante e acabei por me "entreter" com um documentário sobre pessoas que viviam de revirar um lixão no Rio de Janeiro. Me admiro do quanto mudei meus gostos.
Quando menina, a marion me hostilizava frequentemente por eu preferir assistir Silvio Santos enquanto na outra sala ela, minha vó e a Gisele assistiam um concerto do Luciano Pavarotti. Eu achava insuportável ouvi-lo cantar, nisso não mudei. Continuo achando muito chato ouvir concertos.
Já em Castro, na casa da Rita, me irritava em silêncio, porque para evitar que assistíssemos o Faustão, ela colocava na tv Cultura e lá ficávamos por horas vendo documentários insuportáveis de leões que comiam zebras, cobras imensas que engoliam suas presas inteiras e tantas outras bobeiras que me fizeram desenvolver a necessidade de fazer alguma coisa enquanto assisto tv. Raramente estou parada olhando para a tela. acho uma perda de tempo. Mas o documentário de ontem me fez parar. Até minha dor de cabeça parou.
Estou sempre fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo. Vai ver que é por isso que sou muito ansiosa.
Falando em ansiedade, ando num período bastante tranquilo, nenhum problema grande, nenhuma pessoa me azucrinando, meus filhos saudáveis. Tudo correndo bem... Graças a Deus!
Voltando para os documentários:
Agora gosto muito de ver documentários.
Assisti um fantástico sobre uma família, que foi filmado em dois momentos com intervalo de 10 anos.
Família Braz - Dois Tempos
Como será que aprendi a gostar de documentários? Talvez eu não gostasse e nem gosto ainda de ver sobre bichos, mas os que falam de gente me agarram e me comovem.
Gosto das histórias reais...
Ver as pessoas e a forma como levam suas vidas, seus costumes, suas crenças, seus sorrisos, seus olhares...
Tão diferentes de mim e ao mesmo tempo tão iguais.
O filme de ontem me trouxe mais do que a reflexão simplista de que tenho mais a agradecer do que lamentar pela minha vida. Eu vi, ouvi e aprendi dos sentimentos, do pensamento e da sabedoria do povo suado, miserável e sofrido que encontra nos restos do mundo o começo e o recomeço de vida. O homem quase bicho, dividindo com este a sobrevivência.
E eu aqui, medindo forças, querendo ganhar sempre.
O que é ser mais que o outro?
O que se ganha ao vencer uma discussão?
O que se aprende ao derrotar um inimigo?
Nada se aprende... nada se ganha... nada se é...
Quem sabe eu esteja começando a entender algumas lições bíblicas sobre a Humildade, o Amor ao próximo, o Auto-Amor... só começando...
Para esperar os meninos, resolvi preparar um bolo. O "fazedor" oficial não tem mais tempo, afinal agora é um trabalhador braçal. Me sinto feliz de voltar a ter prazer em fazer pequenas coisas que sei que agradam meus filhos.
Nessa madrugada, houve uma tempestade muito forte, o Pedro veio se aninhar nos meus braços, com medo dos trovões. Não sei se em algum outro momento da minha vida, me senti tão importante para alguém.
Me lembro que eu sentia vontade de voltar para casa quando o Gui era pequenininho, mas parece que não era tão forte nossa ligação. Deve ser só uma impressão, pelo tempo que me afasta daquela época, afinal me lembro que eu não me dava o direito de gastar tempo nem para secar meu cabelo. Todo o tempo que eu tinha era para ele.
Tadinho do Fê, não me lembro de quase nada do que vivi com ele bebê. Preciso resgatar minha memória desse tempo.
Foi um tempo de muita correria, fim de casamento, mudança de vida, mas sei que o amor que senti pelo meu nerdzinho foi imediata. A Rita sempre me cobrava porque via que eu gostava mais do Fê do que do Gui. A Rita e seus preconceitos. Ela quase sempre acertava, nesse caso, sempre achei que ela errou.
Escrevi demais, embolei muitas coisas, meu texto está horrível. Tudo bem, afinal ser escritor é papel do meu neto-leitor...
O meu é resgatar os costumes e a essência que deve ter uma mulher que será a velhinha matriarca dessa família...
Quando menina, a marion me hostilizava frequentemente por eu preferir assistir Silvio Santos enquanto na outra sala ela, minha vó e a Gisele assistiam um concerto do Luciano Pavarotti. Eu achava insuportável ouvi-lo cantar, nisso não mudei. Continuo achando muito chato ouvir concertos.
Já em Castro, na casa da Rita, me irritava em silêncio, porque para evitar que assistíssemos o Faustão, ela colocava na tv Cultura e lá ficávamos por horas vendo documentários insuportáveis de leões que comiam zebras, cobras imensas que engoliam suas presas inteiras e tantas outras bobeiras que me fizeram desenvolver a necessidade de fazer alguma coisa enquanto assisto tv. Raramente estou parada olhando para a tela. acho uma perda de tempo. Mas o documentário de ontem me fez parar. Até minha dor de cabeça parou.
Estou sempre fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo. Vai ver que é por isso que sou muito ansiosa.
Falando em ansiedade, ando num período bastante tranquilo, nenhum problema grande, nenhuma pessoa me azucrinando, meus filhos saudáveis. Tudo correndo bem... Graças a Deus!
Voltando para os documentários:
Agora gosto muito de ver documentários.
Assisti um fantástico sobre uma família, que foi filmado em dois momentos com intervalo de 10 anos.
Família Braz - Dois Tempos
Como será que aprendi a gostar de documentários? Talvez eu não gostasse e nem gosto ainda de ver sobre bichos, mas os que falam de gente me agarram e me comovem.
Gosto das histórias reais...
Ver as pessoas e a forma como levam suas vidas, seus costumes, suas crenças, seus sorrisos, seus olhares...
Tão diferentes de mim e ao mesmo tempo tão iguais.
O filme de ontem me trouxe mais do que a reflexão simplista de que tenho mais a agradecer do que lamentar pela minha vida. Eu vi, ouvi e aprendi dos sentimentos, do pensamento e da sabedoria do povo suado, miserável e sofrido que encontra nos restos do mundo o começo e o recomeço de vida. O homem quase bicho, dividindo com este a sobrevivência.
E eu aqui, medindo forças, querendo ganhar sempre.
O que é ser mais que o outro?
O que se ganha ao vencer uma discussão?
O que se aprende ao derrotar um inimigo?
Nada se aprende... nada se ganha... nada se é...
Quem sabe eu esteja começando a entender algumas lições bíblicas sobre a Humildade, o Amor ao próximo, o Auto-Amor... só começando...
Para esperar os meninos, resolvi preparar um bolo. O "fazedor" oficial não tem mais tempo, afinal agora é um trabalhador braçal. Me sinto feliz de voltar a ter prazer em fazer pequenas coisas que sei que agradam meus filhos.
Nessa madrugada, houve uma tempestade muito forte, o Pedro veio se aninhar nos meus braços, com medo dos trovões. Não sei se em algum outro momento da minha vida, me senti tão importante para alguém.
Me lembro que eu sentia vontade de voltar para casa quando o Gui era pequenininho, mas parece que não era tão forte nossa ligação. Deve ser só uma impressão, pelo tempo que me afasta daquela época, afinal me lembro que eu não me dava o direito de gastar tempo nem para secar meu cabelo. Todo o tempo que eu tinha era para ele.
Tadinho do Fê, não me lembro de quase nada do que vivi com ele bebê. Preciso resgatar minha memória desse tempo.
Foi um tempo de muita correria, fim de casamento, mudança de vida, mas sei que o amor que senti pelo meu nerdzinho foi imediata. A Rita sempre me cobrava porque via que eu gostava mais do Fê do que do Gui. A Rita e seus preconceitos. Ela quase sempre acertava, nesse caso, sempre achei que ela errou.
Escrevi demais, embolei muitas coisas, meu texto está horrível. Tudo bem, afinal ser escritor é papel do meu neto-leitor...
O meu é resgatar os costumes e a essência que deve ter uma mulher que será a velhinha matriarca dessa família...
sábado, 1 de junho de 2013
Eu deveria escrever hoje, pensei muitas coisas, estou meio introspectiva, o Pedro pergunto muitas vezes pelo pai e eu não soube conduzir. Mas estou com muita dor de cabeça. É fígado.
Amanhã faço algumas considerações sobre as insistentes visitar de personas não gratas...
Começo fazer ginástica na semana que vem... estou envelhecendo e o meu corpo precisa de exercícios... minha face precisa de cremes e minha mente precisa aprender a envelhecer...
Hoje vou dormir bem cedo...
Amanhã os filhos voltam e preciso estar preparada...
Saudade deles...
O Pedroca é muito fofo, mas não substitui meus moços... não sei viver sem meus 3 filhos... Tenho muito medo de perdê-los...
Ui que texto sem a menor conexão...
Bom, mas eu falei que a dor de cabeça era forte... é verdade, não consigo nem pensar direito.
Bom mesmo é se eu conseguir ver algum filme bom deitada debaixo das cobertas...
Amanhã faço algumas considerações sobre as insistentes visitar de personas não gratas...
Começo fazer ginástica na semana que vem... estou envelhecendo e o meu corpo precisa de exercícios... minha face precisa de cremes e minha mente precisa aprender a envelhecer...
Hoje vou dormir bem cedo...
Amanhã os filhos voltam e preciso estar preparada...
Saudade deles...
O Pedroca é muito fofo, mas não substitui meus moços... não sei viver sem meus 3 filhos... Tenho muito medo de perdê-los...
Ui que texto sem a menor conexão...
Bom, mas eu falei que a dor de cabeça era forte... é verdade, não consigo nem pensar direito.
Bom mesmo é se eu conseguir ver algum filme bom deitada debaixo das cobertas...
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