Tive também um outro sonho, mas nesse momento não consigo me lembrar. Sei que são sonhos que aparentemente não têm nada a ver com o meu dia-a-dia. Um dos próximos livros que quero ler é o do Freud sobre os sonhos. Deve trazer algumas respostas.
Depois que escrevi ontem, realmente não consegui deixar de pesquisar sobre o sequestro. Encontrei um documentário alemão que mostrava o cativeiro real. Nossa algo muito maluco.
Também vi uma reportagem da Natacha para o Jornal Nacional de uma televisão de Portugal.
Pena que o filme não foi lançado aqui no Brasil ainda. Pena também por terem falado tão pouco do sequestrador. Eu queria saber o que a mãe dele falou, os poucos amigos, os vizinhos...
Desde menina me interesso muito pelas questões psiquiátricas. Pensava até em fazer medicina, mas as aulas de anatomia me demoveram da ideia. Se a psiquiatria me fascina, a morte me assusta. Mais que isso, me apavora. Não aprendi a conviver com ela. Conto nos dedos das mão quantos velórios e enterros fui obrigada a participar e mesmo assim, acho que somando tudo não passei mais de duas horas na presença dos mortos.
Não ter me tornado uma médica psiquiatra não me afastou da vontade de entender a mente doente. Gosto de ler sobre o assunto e dos filmes que tratam disso.
O dia dos pais foi absolutamente tranquilo aqui em casa. Os meninos ligaram para o pai e o Pedro também falou com ele. Não me sinto mais desconfortável com isso. Essa é a nossa realidade. O Pedro tem um carinho pelo João e o João também gosta dele. Sei que vai chegar um dia que precisaremos conversar sobre o assunto, mas não quero me preocupar com isso agora.
As vezes ele lembra do seu genitor e eu mudo de assunto. Também penso que não é hora de falarmos sobre isso.
Por hora me basta saber que meu pequeno homenzinho será Homem como os exemplos dos Homens com os quais ele convive. Seus irmãos têm lhe ensinado o que precisa saber sobre hombridade e caráter.
Hoje tive um desconforto de ansiedade na hora que fui ao mercado com o Pedro. Mercado lotado e o menininho querendo andar nos detestáveis carrinhos adaptados. Como não deixei, ficou chorando boa parte do tempo. Fomos buscar frango assado e precisamos esperar um pouco. Foi aí que comecei realmente a passar mal. Tive que me controlar muito para não deixar transparecer meu descontentamento com a aglomeração e a espera. Cheguei a suar. Essa sensação é a mesma que eu sentia alguns meses atrás. Preciso relatar isso ao dr. amanhã. É horrível não conseguir controlar o próprio corpo. É horrível saber que exagerei na sensação de estresse.
Minha ansiedade criou força hoje, mas não foi meu consciente que gerou-a.
Maluco isso...

